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Papel de líder tira Luis Fabiano da zona de conforto no São Paulo

Recontratado no ano passado para marcar gols, Luis Fabiano demorou quase sete meses para estrear pelo São Paulo. Depois de um período de readaptação, o Fabuloso encontrou uma realidade diferente em 2012, em função da lesão do capitão Rogério Ceni. Agora, o centroavante é obrigado a liderar o elenco tricolor.

‘Nunca tive papel de líder, não gostava muito de falar, de fazer esse papel. Eu tenho pouca comunicação com o grupo. Eu brinco, mas não tenho facilidade de chamar e conversar, assumir a responsabilidade é algo novo na minha carreira. Hoje, estou fazendo porque pediram para assumir, tento passar a minha experiência, tudo que fiz na Europa e na Seleção’, afirmou o camisa 9, em entrevista nesta quinta-feira à ESPN Brasil.

Luis Fabiano é sincero ao citar que só aceitou o papel de líder em função dos pedidos internos. ‘Sinceramente, não queria essa função de imediato, talvez depois que o Rogério se aposentasse. Mas quando ele retornar, eu vou continuar da mesma maneira. A partir de agora, posso ajudar. Mas deixando claro, quando ele voltar da lesão, a função será dele’, sorriu o centroavante da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010.

A condição de ídolo fez Luis Fabiano entender a necessidade de proporcionar algo mais ao São Paulo. Agora, o atacante espera finalmente conquistar um título de expressão no clube e acabar com qualquer tipo de desconfiança.

‘Sem dúvida, é importante demais fazer história com a conquista de títulos. Meu grande objetivo nesta temporada é ganhar esse título inédito que disputamos na Copa do Brasil. Mas também um ídolo se constrói com outras coisas. Eu sou o que sou porque dou meu máximo’, definiu.

Depois da vitória são-paulina contra o Goiás, Luis Fabiano considera que ficou mais próximo de concretizar o sonho do título. O Tricolor deu um passo importante para garantir a classificação para as semifinais da Copa do Brasil.

‘Estamos perto, mas não está fácil. É um título que pode coroar minha passagem pelo São Paulo, a conquista que te deixa na história. Quero deixar um outro quadro pendurado no clube, já que há um lá meu que ninguém dá muita bola’, encerrou.