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Palmeiras vence o Ceará no Canindé e encerra jejum

Por Demétrio Vecchioli

São Paulo – Após cinco jogos sem vitória, o Palmeiras finalmente encerrou a crise que rondava o Palestra Itália. Nesta quinta-feira, jogando no Canindé, bateu o Ceará por 1 a 0 e conquistou seu primeiro triunfo no returno do Campeonato Brasileiro. O time nordestino segue sem resultados positivos na segunda fase da competição. O único gol do jogo desta noite foi marcado por Thiago Matias, contra, ao fim do primeiro tempo.

A vitória fez o Palmeiras voltar à sétima posição, com 38 pontos, oito a menos que o Vasco, o líder. O último time que se classificaria à Libertadores, o Fluminense, tem dois pontos a mais que o Palmeiras, apenas. O Ceará, com 27 pontos, está em 16.º, com 27 pontos, dois acima da zona de rebaixamento.

As duas equipes voltam a campo às 18h do próximo domingo. O Palmeiras, para visitar o Atlético-GO, no Serra Dourada, sem Chico, que levou o terceiro amarelo nesta quinta. O Ceará recebe o Coritiba no Presidente Vargas.

O JOGO – Apesar dos diversos testes feitos no treino coletivo de um dia antes, Felipão optou por não mudar a forma de o Palmeiras jogar. Sem Cicinho, manteve Márcio Araújo na lateral-direita, Chico no meio-campo e Maurício Ramos na defesa. A formação fez o Palmeiras jogar bem na primeira etapa e mandar no jogo.

Logo com 4 minutos, Kléber fez sua primeira tentativa. Arriscou de fora da área, mas Fernando Henrique não teve dificuldades para fazer a defesa. Mas o jogador do Palmeiras mais perigoso era Luan, sempre caindo pela ponta. Aos 16, ele cruzou e Fernandão cabeceou para fora. No lance seguinte, em mais uma bola erguida pelo atacante, a defesa afastou e Gabriel Silva pegou o rebote. O chute do lateral parou no braço de um jogador cearense. Pênalti que o carioca Wagner do Nascimento Magalhães não marcou.

Este não foi, porém, o primeiro lance polêmico do jogo. Logo aos 9 minutos, Roger e Maurício Ramos trocaram cabeçadas, discutiram asperamente e poderiam ter sido expulsos. O árbitro nada viu, só advertiu os dois, e impediu que ambas as equipes tivessem que jogar com 10 atletas o restante da partida.

Com mais volume de jogo, o Palmeiras levava sempre perigo ao gol cearense. Só demorou a abrir o placar porque dava azar nas conclusões, encontrando Fernando Henrique numa noite inspirada. O goleiro fez duas ótimas defesas em batidas de Fernandão e Luan, já no fim da primeira etapa.

O gol surgiu de um cruzamento de Márcio Araújo. Luan escorou no meio do caminho, mas foi Thiago Matias quem mandou para as redes, deixando Fernando Henrique sem reação.

Na segunda etapa, o Ceará mudou de postura e passou a procurar o gol, resultado da desvantagem no placar. Assim, fez o Palmeiras se fechar e buscar o contra-ataque. Como tem dificuldades neste tipo de situação, restava ao time alviverde a bola parada. Aos 2 minutos, em cobrança de escanteio, após bate-rebate, Kleber tentou de bicicleta e mandou a bola na parte de cima do travessão.

A diferença de interesses ficava clara nas substituições. No Ceará, saiu o lateral-direito Boiadeiro para entrar o meia-atacante Thiago Humberto. No Palmeiras, o volante João Vitor substituiu o meia Tinga.

Assim que Felipão resolveu mexer no ataque e trocar Fernandão por Maikon Leite (para delírio da torcida), o atacante recebeu um lindo passe de Kleber, driblou Fernando Henrique e chutou para o gol. Eusébio tirou em cima da linha.

No fim, o Ceará foi para a pressão e, num cruzamento de Heleno, Luan, dentro da área, cortou com o braço. Pênalti não marcado, para compensar o erro do árbitro em lance praticamente idêntico no primeiro tempo.

FICHA TÉCNICA:

Palmeiras 1 x 0 Ceará

Palmeiras – Deola; Márcio Araújo, Maurício Ramos, Henrique e Gabriel Silva; Chico, Marcos Assunção (Thiago Heleno) e Tinga (João Vitor); Luan, Kleber e Fernandão (Maikon Leite). Técnico – Luiz Felipe Scolari.

Ceará – Fernando Henrique; Boiadeiro (Thiago Humberto), Fabrício, Thiago Matias e Vicente; Heleno, João Marcos, Michel (Eusébio) e Rudnei; Roger (Marcelo Nicácio) e Washington. Técnico – Estavam Soares.

Gol – Thiago Matias (contra), aos 43 minutos do primeiro tempo.

Árbitro – Wagner do Nascimento Magalhães (RJ).

Cartões amarelos – Chico, Luan, Marcos Assunção, Roger e Heleno.

Renda – R$ 189.789,00.

Público – 6.621 pagantes.

Local – Estádio do Canindé, em São Paulo.