Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Palmeiras pega o Bahia em última chance para se salvar

“É o momento de somar forças e entender que nossas possibilidades passam por esse jogo”, disse o gerente de futebol do clube, César Sampaio

Após a derrota para o Náutico no último domingo, muitos torcedores do Palmeiras jogaram a toalha e passaram a encarar a Série B como uma realidade para 2013. Mas os jogadores, a comissão técnica e a diretoria do clube ainda não se entregaram, e acreditam que nesta quarta-feira, diante do Bahia, às 19h30, no Estádio Pituaçu, em Salvador, a equipe terá a derradeira chance de se manter vivo na briga para escapar da zona de rebaixamento do Brasileirão. A partida em Salvador está sendo encarada pelos palmeirenses como o tradicional “jogo de seis pontos”. É claro que o jogo vale só os três pontos habituais, mas, pela colocação das duas equipes, ganha ares de realmente valer mais do que o normal. O Palmeiras ocupa a 18ª colocação, com 26 pontos, nove a menos do que o Bahia, primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Uma vitória palmeirense faz a diferença cair para seis pontos e os ânimos serem renovados. Em caso de derrota, a diferença vai para doze pontos, quando faltariam apenas sete rodadas para o final do campeonato. “Nós precisamos mentalizar o que podemos fazer de melhor para um ajudar ao outro. Eu confio no grupo e sei que faremos o jogo de nossa vidas. Quem jogar vai suar sangue para vencer”, disse o zagueiro Maurício Ramos, que apareceu nas últimas rodadas como um dos líderes do elenco, sempre com discurso otimista. A diretoria admite que o confronto desta quarta é realmente uma decisão e que um tropeço pode significar a queda. “É o momento de somar forças e entender que nossas possibilidades passam por esse jogo”, disse o gerente de futebol do clube, César Sampaio.

Tabela: confira os resultados e a classificação do Brasileirão 2012

Mas a vida do Palmeiras não será nada fácil. Pelo contrário. Além de todas as dificuldades técnicas da equipe – seja pela qualidade de alguns atletas ou pelos desfalques -, o maior adversário nesse momento é o fator psicológico. “Não dá para dormir. Você fica pensando nesse momento ruim. Nem eu nem minha família dormimos direito”, admitiu Maurício Ramos. Em meio a tudo isso, o técnico Gilson Kleina quebra a cabeça para montar o time. Sem Juninho e Thiago Heleno, ambos suspensos, além de Valdivia, Correa e Maikon Leite, todos machucados, ele pelo menos conta com a volta de Maurício Ramos e Henrique. Mas os reforços mais importantes são Barcos e Marcos Assunção, que retornam em cima da hora. O volante estava machucado e só foi para Salvador na noite de terça. O argentino estava com a seleção e viajou direto do Chile.

(Com Agência Estado)