Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

Palmeiras exalta ‘união’ e ‘atitude’ para vencer o Tigre

Time alviverde bateu argentinos por 2 a 0 e voltou à briga pela classificação

Os pouco mais de 20.000 torcedores que foram ao Pacaembu nesta terça-feira não viram nem sombra do Palmeiras que sofreu um dos maiores vexames de sua história na goleada por 6 a 2 para o Mirassol, semana passada, pelo Campelonato Paulista. Sem tirar o pé e demonstrando raça até os últimos segundos, o time alviverde superou os desfalques para, com gols de Caio e Charles, vencer o Tigre por 2 a 0 e recuperar parte da confiança da torcida.

O triunfo recolocou a equipe na briga por uma vaga nas oitavas de final da Copa Libertadores. Com a vitória, o Palmeiras soma seis pontos em quatro partidas e chega à segunda colocação do grupo 2 da competição, superando o Sporting Cristal, que tem cinco, e ficando a dois do líder Libertad, com oito. O Tigre permanece na última posição, estacionado nos três pontos. Na quinta-feira da semana que vem, o time alviverde enfrenta o Libertad em São Paulo, com a chance de chegar à liderança se vencer e garantir a classificação à próxima fase, até mesmo no primeiro lugar da chave.

Para os jogadores, a reviravolta aconteceu graças à “união do grupo” e à “atitude” dentro de campo. Na saída do gramado, eles não esconderam o desgaste físico, mas preferiram comemorar a atuação convincente e a força de vontade para superar 11 desfalques, entre eles as ausências de Henrique, Valdivia e Leandro, e a saída precoce de Patrick Vieira.

“Essa vitória significa a união do grupo. Sabíamos das dificuldades que encontraríamos aqui dentro do Pacaembu, principalmente com os desfalques. Conseguimos sair com a vitória e todos os jogadores estão de parabéns”, destacou o volante Charles, autor do segundo gol palestrino sobre os argentinos e um dos mais saudados pela torcida.

Leia também:

Felipão chama jogadores consagrados e outros menos conhecidos para pegar Bolívia

De volta a meta depois de ver a boa atuação de Bruno contra o Linense, o goleiro Fernando Prass também ajudou a orientar os jovens e fez excelente defesa na reta final da partida para acabar com qualquer pretensão argentina. O goleiro aprovou a dedicação dos companheiros e vê a atitude como essencial para ter a torcida sempre apoiando das arquibancadas.

“Ninguém joga mal porque quer. Tem dia que as coisas não dão certo. Temos que levar em consideração jogos como esse, como os clássicos em que fomos bem. A atitude tem que sempre prevalecer, pois se estivermos mal tecnicamente, a torcida vai reconhecer. O ideal é que fosse sempre assim, fazer de tudo pra torcida sair satisfeita”, analisou o arqueiro palmeirense.

O jogo – Sem um time inteiro de desfalques – os lesionados Wesley, Henrique, Leandro Amaro, Valdivia, Maikon Leite e Kleber, o suspenso Vilson, expulso na derrota para o Tigre no jogo de ida, e André Luiz, Rondinelly, Léo Gago e Leandro, que não estão inscritos na Libertadores – o Palmeiras entrou em campo escalado com os ofensivos Ayrton e Juninho nas laterais, dando a Márcio Araújo e Charles a função de marcar no meio-campo e formando uma linha ofensiva com Patrick Vieira, Souza e Ronny para atacar com Caio como referência.

A formação gerou tensão em seu primeiro lance: aos dois minutos, o Tigre, que só sabe atacar na bola aérea, alçou na área e Orbán subiu sozinho para cabecear para fora. Nos lances seguintes, porém, a equipe alviverde mostrou sua força em testada de Mauricio Ramos e arrancada de Patrick Vieira que levaram perigo.

A força das arquibancadas se transformava em uma raça contagiante em campo e o Tigre não via a bola nem conseguia prendê-la. Assim, sua defesa foi desarmada duas vezes, aos 18 minutos, até que Vinicius chutou para Caio desviar na pequena área e abrir o placar.

Acompanhe VEJA Esporte no Facebook

Siga VEJA Esporte no Twitter

A torcida se inflamou e o time também. O Palmeiras não perdia quase nenhuma dividida. Já no fim do primeiro tempo, o Tigre passou a usar sua outra arma: a violência. Com pisões, o pé mais alto nas divididas e chutes sem bola principalmente nos defensores adversários, os argentinos tentavam causar alguma expulsão.

Mas o foco palmeirense estava no jogo.E foi isso que a equipe mostrou, sabendo trocar passes, abrindo pelas laterais sem fazer a bola rodar de pé em pé também pelo meio-campo. Em uma jogada desse tipo, ignorando qualquer teoria de que entrosamento e ritmo de jogo são fundamentais, a bola passou de Ronny a Charles para o volante concluir nas redes, aos 7 minutos do segundo tempo. O Tigre só atacou quando o Palmeiras cansou, exigindo algumas defesas de Fernando Prass. Mas sem encontrar a defesa aberta como a torcida palmeirense se acostumou a ver nos últimos tempos.

(Com Gazeta Press)