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Palmeiras encara Grêmio e tem nova chance de ter paz

Por Da Redação 13 nov 2011, 08h36

Por Daniel Batista

São Paulo – O panorama é o mesmo, só muda o adversário. Assim como vem ocorrendo nos últimos jogos, o Palmeiras entra em campo neste domingo para encarar o Grêmio, às 17 horas, no estádio Olímpico, em Porto Alegre, pela 34.ª rodada do Campeonato Brasileiro, com um intuito: acabar com o jejum de vitórias. O objetivo é óbvio e válido para todos os jogos, mas o momento faz com que um resultado positivo represente muito mais do que três pontos.

Vencer o Grêmio é a garantia de um final de ano tranquilo, pois acaba de vez com qualquer risco de ter de brigar contra o rebaixamento. E mais: ainda dá fim ao jejum de oito jogos sem vitórias, que fez com que as últimas semanas se tornassem de lamentações e explicações. “Não temos mais o que falar. É jogar bola e tentar acabar o ano com dignidade”, disse o volante Marcos Assunção, que, como um dos líderes do grupo, avisa que o rebaixamento é hoje o que mais deixa a equipe em alerta. “Quem aqui dentro falar que não está preocupado com isso é porque não dá bola para o Palmeiras”.

O técnico Luiz Felipe Scolari também faz as contas e lamenta a falta de regularidade do time. “Se tivéssemos uma pontuação parecida com a do primeiro turno, estaríamos brigando pela Libertadores, mas agora nosso objetivo é não se aproximar dos que estão lá embaixo e, quem sabe, fisgar uma vaga na Sul-Americana”, disse o técnico. O Palmeiras fez 32 pontos no primeiro turno e nove no segundo.

O treinador faz de tudo para conseguir dar um jeito na equipe, mas falta mão de obra. Nesta semana, ele fugiu à regra e realizou três coletivos, algo inédito deste que chegou ao clube, em julho do ano passado. Em cada trabalho, uma formação diferente, o que mostra o quanto ele ainda não conseguiu achar a equipe ideal. Felipão culpa as lesões, mas o fato é que ele tenta encontrar um time que consiga acabar com a péssima fase. Quem mais sofreu com as mudanças foi Luan, que durante a semana treinou como meia, ala esquerdo e atacante.

O jogo marca o encontro do vendedor e do possível comprador de Kléber. O atacante não vai estar em Porto Alegre, mas foi o responsável por, nos últimos dias, ter feito com que as diretorias de ambos os clubes negociassem. E, apesar do acerto, tudo caminha para que ele acabe recusando o time gaúcho.

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