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Palmeiras diz que aceitaria eleições diretas, mas reprova protestos

Quatro dias depois de mais um protesto da torcida por eleições diretas no Palmeiras, a diretoria do clube resolveu se manifestar sobre o assunto, negando, por meio de nota oficial, ser contrária ao pedido de alteração do Estatuto.

‘Em nenhum momento, qualquer membro da diretoria se posicionou de forma contrária às eleições diretas, diferente do que tentam propagar alguns associados por meio de manifestações’, diz o comunicado.

No último sábado, cerca de 200 palmeirenses (entre eles associados e torcedores comuns) repetiram a manifestação do dia 24 de outubro e foram em frente ao Palestra Itália protestar contra as diretrizes do clube. Além de cobrar eleições diretas, os aficionados clamavam contra o projeto de criação de um Comitê Gestor -idealizado por Mustafá Contursi -, que visa eleger um grupo de conselheiros eleitos para comandar o futebol, o que tiraria esse poder do presidente.

Durante a manifestação, os principais alvos dos palmeirenses foram Mustafá e o presidente Arnaldo Tirone. O atual mandatário foi chamado de ‘banana’ pelos manifestantes, que ainda pediram a saída do vice de futebol Roberto Frizzo.

Apesar de negar qualquer resistência ao pedido de eleições diretas no clube, a diretoria lembra na nota que trata-se de um assunto que exige um debate mais aprofundado e que os protestos apenas criam um ambiente desfavorável.

‘O que a diretoria do Palmeiras vem esclarecer à comunidade palmeirense é que a escolha do presidente pela eleição direta é algo que nos parece viável, entretanto, há premente necessidade de se aprofundar o debate envolvendo não apenas os conselheiros, como todos os associados em busca do melhor desenho quanto a quem pode eleger e também ser eleito.’

Atualmente são cerca de 300 conselheiros eleitos pelos sócios que têm direito de votar nas eleições para presidente. A proposta de Diretas é que haja primeiro uma votação entre os conselheiros e então os caditados que atingirem mais de 10% de votos concorrem em um segundo turno no qual todos os sócios podem participar da eleição.

Confira a nota na íntegra:

A diretoria do Palmeiras jamais demonstrou ser contrária à qualquer pedido de alteração de Estatuto com relação à inclusão das eleições diretas pelo associados.

Em nenhum momento, qualquer membro da diretoria se posicionou de forma contrária às eleições diretas, diferente do que tentam propagar alguns associados por meio de manifestações.

O que acontece, de fato, é um processo movido por alguns membros do Conselho Deliberativo, já com contestação apresentada, que não possui ‘pretensão resistida’, ou seja, não se trata de uma ação com pensamentos e ideais contrários aos que foram colocados.

O clube apresentou suas considerações mas, como dito, não com propósito divergente, apenas quanto ao método.

O que a diretoria do Palmeiras vem esclarecer à comunidade palmeirense é que a escolha do presidente pela eleição direta é algo que nos parece viável, entretanto, há premente necessidade de se aprofundar o debate envolvendo não apenas os conselheiros, como todos os associados em busca do melhor desenho quanto a quem pode eleger e também ser eleito.

Não se mudará 97 anos de história em uma simples reunião de Conselho. Será necessário grande debate e para isso iniciaremos reuniões setoriais.

As manifestações que têm ocorrido não constroem um panorama favorável e buscam apenas criar confusão e tumulto, pois internamente o assunto vem sendo tratado de forma transparente e democrática.