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Televisão: Palmeiras acerta com Esporte Interativo até 2024

Emissora que pertence ao Grupo Turner voltou a vencer a concorrência da Globo e fechou contrato de transmissão em TV fechada com o campeão brasileiro

Por da redação Atualizado em 13 dez 2016, 15h39 - Publicado em 13 dez 2016, 15h38

O Palmeiras oficializou nesta terça-feira o acordo assinado com o grupo Turner Brasil para que o canal Esporte Interativo transmita suas partidas do Campeonato Brasileiro na televisão por assinatura por seis anos. O acordo começa a valer em 2019 e vale até a edição de 2024. Nas próximas duas temporadas, o Palmeiras, assim como todos os demais grandes clubes do país, segue em acordo exclusivo com a Globosat e seu braço esportivo, o SporTV.

“É uma parceria que une duas grandes instituições. Sabemos que a força da Turner pode contribuir substancialmente para tornar o nosso ‘Alviverde’ ainda mais forte. Da mesma forma, não tenho dúvidas de que o engajamento de nossa torcida multiplicará o investimento feito no clube”, afirmou o presidente Paulo Nobre, que deixará o cargo na quinta-feira, substituído pelo seu aliado Mauricio Galiotte.

  • Em nota divulgada nesta terça, o Palmeiras revelou que, pelo acerto, a emissora “trabalhará na expansão da marca Palmeiras” organizando amistosos “contra grandes times estrangeiros” e incluindo o clube paulistas em torneios internacionais. As luvas pela assinatura devem girar em torno de 100 milhões de reais.

    Em 2019 vence o atual contrato da Globo com os clubes que disputam o Brasileirão. A emissora carioca negocia a renovação de um pacote que inclui televisão aberta,  fechada, pay per view, exploração internacional, telefonia móvel e internet. A Turner entrou na disputa oferecendo adquirir apenas os direitos sobre a TV fechada.

    Por enquanto, o Esporte Interativo acertou com dez clubes do país: Inter, Palmeiras, Santos, Atlético-PR, Coritiba, Bahia, Paysandu, Figueirense, Ponte Preta e Ceará. O SporTV, entretanto, já teria encaminhado acerto com Corinthians, Vasco, Botafogo, Vitória, Sport, Cruzeiro, Atlético-MG e Fluminense.

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    Entenda a disputa entre Esporte Interativo e Globo

    Esporte Interativo
    Edgar Diniz, presidente do Esporte Interativo

    Fundada em 2007 como um canal UHF exclusivo do Rio de Janeiro, o Esporte Interativo se inseriu de vez no mercado depois que a conglomerado de mídia americano Turner Broadcasting System se tornou seu sócio majoritário, em 2013. No ano passado, o EI adquiriu os direitos de transmissão da Liga dos Campeões da Europa e conseguiu entrar na grade das principais operadoras de TV a cabo do país depois de longa disputa.

    Além de se tornar uma grande rival das emissoras especializadas Fox Sports e ESPN Brasil, o Esporte Interativo se aproveitou do grande investimento que recebeu e decidiu desafiar a Globo, que detém a exclusividade do Campeonato Brasileiro em TV fechada em seu braço esportivo, o SporTV, há quase duas décadas. As duas emissoras vêm travando uma batalha nos bastidores para atrair os principais clubes do país.

    Além da questão econômica – o EI alega que alguns clubes poderão receber até nove vezes mais do que ganhariam da Globosat -, a emissora emergente seduz os clubes com outras propostas: garante que os jogos transmitidos pelo canal no meio de semana começarão mais cedo, para facilitar a vida dos torcedores que precisam acordar cedo no dia seguinte, e também promete citar o nome das marcas donas de clubes ou estádios – em clara resposta à Globo que chama o Red Bull de RB Brasil e a Allianz Arena de Arena do Palmeiras, por exemplo.

    De qualquer forma, a Globo seguirá transmitindo o Brasileirão em TV aberta e deverá negociar com os clubes que fecharam contrato com o Esporte Interativo de maneira separada. Até 2019 serão feitas muitas negociações, mas caso Globosat e Turner não entre em acordo, a transmissão do Brasileiro em TV fechada pode ficar caótica: apenas os jogos entre equipes que assinaram com o SporTV seriam transmitidos por este canal, o mesmo valendo para o Esporte Interativo. Partidas entre times que têm contratos com emissoras diferentes ficariam sem transmissão em TV fechada.

    (com Estadão Conteúdo)

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