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Países terão suas ‘casas’ em Londres-2012

Por Por Nathalie Auriol - 10 jul 2012, 20h57

Além da briga por medalhas, a Olimpíada de Londres-2012 também terá uma competição fora do campo esportivo, com ‘casas’ espalhadas pela capital inglesa para promover o turismo de alguns países.

A “Casa Brasil” terá uma grande importância estratégica por ser uma vitrine da próxima edição dos Jogos, que serão realizados no Rio de Janeiro em 2016.

Ao menos 20 países terão espaços destinados a acolher durante os Jogos atividades culturais, gastronômicas e esportivas para londrinos e turistas, além de ações direcionadas a VIPs, empresários e jornalistas.

A programação também inclui comemorações de medalhas, transmissões de competições em telões, shows e encontros com atletas atuais e campeões do passado, enquanto os restaurantes oferecerão comidas típicas.

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Os países sempre tiveram espaços deste tipo, mas eram apenas ‘clubes’ restritos a atletas e dirigentes da ‘família olímpica’.

Com o tempo, as ‘casas’ passaram a se abrir ao público e as delegações brigam para se instalar nos lugares mais emblemáticos da cidade-sede.

A ‘Casa Brasil’ ficará em Somerset House, prédio neoclássico que abriga um grande centro cultural na beira do rio Tâmisa, onde o país pretende promover “sua riqueza cultural, os valores e a sua beleza”.

O espaço, que deve ser inaugurado pela presidente Dilma Roussef, receberá coletivas de imprensa depois de cada medalha brasileira e também servirá para apresentar o projeto olímpico do Rio-2016.

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Ao todo, 50 milhões de reais serão investidos para a promoção dos Jogos de 2016 em Londres, 23,15 milhões apenas com as atividades da ‘Casa Brasil’.

Já a Rússia terá o mesmo objetivo com o ‘Sochi Park’ instalado nos jardins de Kensington para promover os Jogos de Inverno de Sochi-2014.

Este espaço de 10.000 metros quadrados será um grande festival ao ar livre, prometendo “a maior mostra de cultura russa já vista em Londres”, com culinária e shows de artistas do país.

O ‘Sochi Park’ oferecerá um aperitivo de inverno russo e também terá uma pista de patinação sobre o gelo com exibições de ex-campeões da modalidade.

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A França apostou no Old Billingsgate, edifício vitoriano tombado na beira do rio Tâmisa, ao custo de 1,8 milhão de euros apenas para o aluguel.

O espaço de 7 mil metros quadrados terá capacidade para acolher 3.500 pessoas ao mesmo tempo, contra apenas 600 na “casa” de Pequim.

Já a Itália gastou 1,2 milhão de euros em um centro de conferências de 6 mil metros quadrados localizado perto do famoso Big Ben, que contará com grandes ‘chefs’, como Massimo Bottura, cujo restaurante ganhou recentemente três estrelas no guia Michelin.

A ‘Casa da Holanda’ recebeu o patrocínio de uma marca de cerveja e ficará no Alexandra Palace, edifício do século XIX que virou casa de shows.

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A África também será representada, com o “African village”, localizado em Hyde Park, na frente do Royal Albert Hall, com restaurantes típicos e atividades para promover o turismo nos países do continente que participam da Olimpíada.

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