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Pais de modelo morta devolverão mesada a Pistorius

Até o fim da semana, tribunal vai decidir a pena do aatleta por homicídio culposo

Os pais de Reeva Steenkamp, morta pelo namorado Oscar Pistorius a tiros, em 14 de fevereiro do ano passado, em Pretória, na África do Sul, revelaram nesta quarta-feira que vão devolver cerca de 10.000 dólares (aproximadamente 24.000 reais) ao atleta paralímpico – valor pago de forma parcelada mensalmente pelo velocista, como uma espécie de ajuda de custo. Na audiência, o advogado de defesa de Pistorius, Barry Roux, leu um comunicado segundo o qual o seu cliente pagou 6.000 rands (cerca de 1.300 reais) mensais aos pais de Reeva – dinheiro que o atleta diz não querer de volta.

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Pistorius é considerado culpado pela morte da namorada

Condenado em setembro pelo crime de homicídio culposo (sem intenção de matar), Pistorius admitiu ter feito os quatro disparos na namorada, que estava no banheiro da suíte da casal. Ele disse que confundiu Reeva com um intruso e a matou acidentalmente. A acusação alegava que Pistorius matou a modelo intencionalmente depois de uma discussão acalorada, ouvida por vizinhos. Até o fim desta semana, a juíza Thokozile Masipa deve anunciar a pena de Pistorius.

Lawyer Dup de Bruyn, advogado dos pais de Reeva, afirmou que o casal ficou “muito surpreso” que o assunto tenha sido levantado. A defesa de Pistorius tenta evitar uma pena pesada – que pode variar entre a aplicação de uma multa a até 15 anos de reclusão. June e Barry Steenkamp alegam que o fato chamou a atenção porque Pistorius havia pedido sigilo sobre os pagamentos.

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Segundo De Bruyn, os pais de Reeva enfrentaram dificuldades financeiras após a morte da filha. Ele disse ainda que os advogados de Pistorius ofereceram o pagamento de uma quantia para locação e custo de vida. Na audiência da última terça, o promotor do caso, Gerrie Nel, revelou que a família de Reeva recusou uma oferta de Pistorius do equivalente a 96.000 reais, oriundos da venda de um carro do atleta, que passou a liquidar seus bens para pagar os altos custos de sua defesa.

Pistorius competia com auxílio de próteses nas duas pernas, participou dos Jogos de Londres em 2012 e se tornou o primeiro competidor paralímpico a disputar uma edição da Olimpíada. Ele tem oito medalhas paralímpicas, seis delas de ouro.

(Com Estadão Conteúdo)