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Pacaembu será concedido para a iniciativa privada

Prefeitura de São Paulo vai fazer licitação de R$ 350 milhões para reforma do estádio

Por Da Redação 11 jun 2013, 11h47

Os estádios da Copa 2104 já inaugurados

Castelão (Fortaleza)

Mineirão (Belo Horizonte)

Fonte Nova (Salvador)

Maracanã (Rio de Janeiro)

Mané Garrincha (Brasília)

Arena Pernambuco (Recife)

A prefeitura de São Paulo vai lançar licitação de 350 milhões de reais para a concessão à iniciativa privada do Estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo. O governo desistiu de reformar o espaço com captação de verbas da União, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), após receber visitas de empresas interessadas em administrar o estádio e transformá-lo em arena multiuso para shows e eventos esportivos.

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“Não queremos gastar nenhum centavo de dinheiro público nessa transformação do estádio em arena moderna, igual às que estão ficando prontas para a Copa. Vai ser um espaço ideal para lutas do UFC e para shows”, disse o secretário de Esportes, Celso Jatene. “A licitação tem de estar �na rua� até o fim do ano. O objetivo é o que fique pronto no ano da Copa também”, acrescentou Jatene, que discutiu, na segunda-feira, durante audiência na Câmara Municipal, a organização da Copa de 2014 em São Paulo.

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Prestes a serem inauguradas as arenas do Corinthians (prevista para receber a abertura da Copa) e do Palmeiras (que deve servir como arena de treino para seleções), o Estádio do Pacaembu, com custo de manutenção atual em 11 milhões de reais por ano, corre o risco de ficar sem utilização. “A transformação do estádio precisa começar agora”, disse o secretário.

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Veto – A realização de shows no Pacaembu, porém, está vetada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo desde 2004, após a morte de um jovem durante show da banda Racionais MC�s na Praça Charles Muller. Quem moveu a ação para acabar com eventos musicais no estádio foi a associação de moradores Viva Pacaembu. No ano passado, a Promotoria de Urbanismo chegou a mover ação contra o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) após a liberação do local para um evento para 50.000 pessoas da Igreja Universal, em outubro.

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“A prefeitura só pensa o Pacaembu de forma mercantilista. Ele foi construído com dinheiro do contribuinte e poderia ser usado por dezenas de escolas estaduais sem espaço físico para a prática de esportes. Não se pode pensar o estádio só como forma de ganhar dinheiro. Temos de transformá-lo em um espaço para a prática esportiva voltada a crianças mais carentes”, disse Iênides Demsati, presidente da Associação Viva Pacaembu.

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A prefeitura argumenta que vai propor a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o MPE e com a Associação Viva Pacaembu. “Queremos colocar no termo a previsão de um número limitado de shows e com horário predeterminado para o fim. A associação de moradores vai participar de todas as discussões sobre a concessão”, falou o secretário municipal de Esportes.

(Com Estadão Conteúdo)

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