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Oscar mostra confiança: ‘Esse tumor pegou o cara errado’

Ex-jogador voltou a falar sobre sua batalha contra um câncer no cérebro e garantiu: 'Não chorei em nenhum momento. Choro muito menos agora'

Bem-humorado e confiante, Oscar Schmidt recebeu a imprensa em sua casa em Santana do Parnaíba (SP), nesta sexta-feira, para falar sobre sua luta contra o câncer. No início da semana, o médico do ex-jogador revelou que Oscar já passou por duas cirurgias no cérebro: em 2011, quando foi diagnosticado um tumor maligno, e em abril deste ano, após uma ressonância apontar o avanço da doença.

“É um tumor pequeno, mas malvado. Se eu deixar, ele não sai. Mas não vou deixar. Mesmo que não consiga, vou tentar de todos os modos. Esse tumor pegou o cara errado”, garantiu o ídolo. Em uma escala de 1 a 4, atribuída a agressividade de um tumor, o nódulo retirado recentemente, de 3 mm, era de grau três. O primeiro, apesar de maior (6 cm), tinha grau dois.

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‘Não chorei’ – Apesar do enjoos provocados pelas sessões de quimioterapia, Oscar contou que tem levado uma vida normal. “Eu estou curado, curadíssimo. Fiz uma palestra na terça-feira. A palestra foi linda, já voltei a trabalhar. Não vejo nada diferente.” Conhecido pelo estilo emocional dentro das quadras, ele garante que as lágrimas ficaram para trás. “Muita gente fala que vai vencer (o câncer) e a maioria não vence, mas eu vou conseguir. Não chorei em nenhum momento. Choro muito menos agora”, afirmou.

Oscar também falou sobre a ansiedade com que aguarda a festa que vai formalizar sua inclusão no Hall da Fama do Basquete nos Estados Unidos – ele já faz parte, desde 2010, do Hall da Fama da Federação Internacional de Basquete (Fiba). O evento será em Springfield (EUA), entre os dias 6 e 8 de setembro. “Esse é um ano incrível. A pior notícia e a melhor. Vou estar lá. Essa vai ser a maior vitória da minha vida”, contou.

Recuperação – Segundo o neurocirurgião Marcos de Queiroz Teles Gomes, responsável pelo tratamento, Oscar pode viver muitos anos com qualidade de vida e sem danos das funções cerebrais. A aplicação de radioterapia e quimioterapia está prevista por cinco semanas, mas Oscar vai se submeter ao tratamento pelo prazo que seu organismo tolerar. “Daqui a cinco ou seis meses teremos uma noção da resposta que o organismo dará ao tratamento”, disse o médico. As sessões serão realizadas de segunda a sexta-feira e, se o organismo dele tolerar, aos finais de semana.

(Com Estadão Conteúdo)