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Os supercarros de James Bond em 50 anos no cinema

A partir de 2006, com Daniel Craig no papel, os Bond-cars ficaram mais próximos da realidade, assim como o próprio espião

Todo agente secreto merece um supercarro à altura dos perigos que precisa encarar. E não estamos falando de Jason Bourne, o espião com crise de identidade interpretado por Matt Damon, mas sim do representante mais famoso da classe: Bond, James Bond. E neste ano em que se celebram os 50 anos da estreia do primeiro filme da série, 007 Contra o Satânico Dr. No, não faltam carros para lembrar. Em meio século, o agente de Sua Majestade acelerou muitos, destruiu outros ou as duas coisas, sempre nessa ordem. Curiosamente, a maioria deles era de marcas britânicas, como Jaguar, Rolls-Royce, Lotus e, principalmente, Aston Martin (o fabricante do modelo que Bond usa no novo filme da série, Skyfall, que estreia no país na semana que vem).

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Para virar um legítimo “Bond-car”, não basta ser um supercarro que qualquer bilionário possa ter na garagem. É preciso que ele tenha um algo a mais ou vários. O Lotus Esprit S1 de 007 – O Espião que me Amava, de 1977, por exemplo, disparava torpedos, espirrava cimento fresco nos inimigos e se transformava em submarino com o puxar de uma alavanca. Já o belo sedã BMW 750iL usado pelo agente no filme O Amanhã Nunca Morre, de 1997, dava descargas elétricas em quem ousasse arrombá-lo, tinha pequenos mísseis instalados no teto solar e podia ser controlado por um telefone celular.

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Mas tudo isso não seria possível sem a participação de Q, o cientista da agência de espionagem britânica MI6, vivido pelo ator Desmond Llewelyn, morto em 1999, vítima de um acidente de trânsito, e posteriormente substituído por John Cleese, um dos humoristas do Monty Python. Llewelyn foi o ator que mais participou dos filmes do agente secreto. Até 1999, esteve em todos os longas a partir de 007 Contra Goldfinger, de 1963, com exceção de um: 007 – Viva e Deixe Morrer, de 1973, apesar de ter sido brevemente citado. Ao todo, foram 16 participações, ao lado de Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton e Pierce Brosnan.

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Apesar de os carros superequipados terem surgido no início da série, na década de 1960, com Connery no papel do espião e o ícone Aston Martin BD5, foi na fase de Brosnan que os veículos ganharam ainda mais espaço nos filmes, com parafernálias das mais inverossímeis, como o V12 Vanquish invisível, de 007 – Um Novo Dia para Morrer, de 2002. A partir de 2006, com Daniel Craig no papel, os Bond-cars ficaram mais próximos da realidade, assim como o próprio espião.