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Os acertos e os erros de VEJA na Olimpíada

No Guia da Olimpíada, VEJA listou todos os 971 medalhistas de ouro, prata e bronze no Rio.

Em seu Guia da Olimpíada, publicado uma semana antes do início dos Jogos, VEJA fez uma aposta ousada: listou todos os 971 medalhistas de ouro, prata e bronze no Rio. As escolhas foram fruto de um rigoroso trabalho estatístico de mais respeitada empresa do mundo na mineração de resultados do esporte, a holandesa Gracenote. Ao fim de 19 dias de competição, chegou a hora da pergunta inescapável: fomos bem? VEJA acertou 52% dos nomes de esportistas que subiram ao pódio, independentemente da cor da medalha. Em 28% dos casos, cravou na mosca – ouro foi ouro, prata foi prata e bronze foi bronze.

Na previsão do total de medalha por país, levando-se em conta a soma dos minerais para estabelecer o ranking, e não o ouro, antecipamos a seguinte ordem: 1°) Estados Unidos; 2º) China; 3º) Grã-Bretanha; 4º) Rússia e 5º) Alemanha. Foi exatamente o que aconteceu. A previsão foi de 89 medalhas para os Estados Unidos – saíram do Rio com espetaculares 121. No caso da China, VEJA antecipou 71 medalhas – os chineses saíram com 70.

E o Brasil? O trabalho da Gracenote enxergou 21 medalhas, sendo 8 de ouro, 10 de prata e 3 de bronze. No mundo real, a colheita foi de 19 medalhas, duas a menos, com 7 de ouro, 6 de prata e 6 de bronze. Esse desempenho deu ao Brasil, na soma das medalhas, o 12° lugar na Olimpíada. A bola de cristal de VEJA anotou a 13ª colocação. O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tinha estipulado, como meta, o 10º lugar. Não deu. É sempre bom olhar para a Olimpíada seguinte para saber se um país cuja cidade abrigou a Olimpíada aproveitou a chance do ponto de vista esportivo. Saberemos apenas em 2020. O exemplo da Grã-Bretanha é um caso especial, e bonito. Em Pequim, 2008, a Grã-Bretanha obteve 47 medalhas. Em casa, chegou a 65. Agora, no Rio, saltou para 67, na terceira colocação do número total, ou na segunda, se o critério utilizado por o de ouros. A turma da Rainha leva 27, ante 26 da China.

VEJA pode dizer que, dado os 52% de eficácia nos nomes que subiram ao pódio, acertou e errou em igual proporção. No atletismo fomos a 63% de acerto. Na natação, a 58%. Em nenhum esporte baixamos de 33%. No basquete, deu 83%. Estados Unidos, Sérvia e Espanha, no masculino, nesta ordem. No feminino, Estados Unidos, Espanha e Austrália – escorregamos no final, porque o bronze foi da Austrália.

Não é mau, mas podemos melhorar. Uma breve lista de três grandes acertos e três grandes erros da lista:

ERROS

. Embora tenhamos dedicado uma de nossas capas a Usain Bolt, com entrevista exclusiva e muito destaque, no rol desenhado pela Gracenote e VEJA ele aparecia apenas com a prata nos 100 metros. Lição? Bolt destrói toda estatística, não há ciência exata capaz de explicá-lo.

. A ausência do nome deThiago Braz, o novo improvável herói brasileiro. Nas apostas ele não aparecia no pódio – o francês Renaud Lavillenie, sim, com o ouro. Eis aí um erro que nos deixa feliz ter cometido

. Parecia não haver dúvida a respeito da seleção brasileira de vôlei feminino. Cravamos o ouro e não houve medalha (no masculino, sim, acertamos na mosca)

ACERTOS

Fabiana Murer, dona da melhor marca do mundo este ano no salto com vara, também foi capa de VEJA. Era uma esperança, mais do que uma certeza. Era, em suma, uma personagem brasileira com boas chances (de Thiago Braz, a quem tínhamos dedicado reportagem em junho de 2015, pouco se falava, com resultados recentes ruins). Na bola de cristal da lista da Gracenote, enfim, Fabiana não subiria ao pódio. Esse sim era um erro que desejávamos cometer. Mas acertamos.

. A prata de Diego Hypolitono salto? Estava lá.

. A prata de Isaquias Queiróz e Erlon Souza na canoagem de velocidade, na prova C2 1000? Desculpem, mas já sabíamos.

Até 2020, onde tudo será mais difícil, sem Michael Phelps e Usain Bolt – mas com Katie Ledecky, garantia de bom começo na estatística vencedora