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Opositor, Mustafá critica contratação de Wesley: ‘Medíocre’

Antes aliado de Arnaldo Tirone, o ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi, não esconde sua insatisfação com a atual diretoria. A mais recente crítica, feita nesta segunda-feira, é sobre a contratação de Wesley.

Sem saber que uma lesão no joelho direito deixará o meio-campista no estaleiro por até oito meses, Mustafá classificou como ‘péssima’ a negociação tirou o jogador do Werder Bremen (Alemanha), principalmente por causa da fracassada campanha que buscava juntar dinheiro com ajuda da torcida.

‘É algo tão medíocre… Eu diria que é a fase eletrônica do retrocesso de décadas em outros clubes, como por exemplo a contratação de Paulo Borges, Buião, Paulo César Caju… Os fracassos estão aí na história’, reclamou o ex-mandatário, citando jogadores que o rival Corinthians contratou após pedir contribuição financeira de seus fãs.

Para ter Paulo Borges, do Bangu, e Buião, do Atlético-MG, nos anos 1960, a diretoria alvinegra colocou cestas na rua para recolher dinheiro. Na década seguinte, o alvo da campanha foi Paulo César Caju, mas o montante arrecadado não foi suficiente e a contratação só seria concretizada cerca de uma década depois, pelos métodos convencionais.

Já o Palmeiras precisava que seus adeptos doassem cerca de R$ 21 milhões para garantir o acerto com Wesley, mas conseguiu por volta de R$ 700 mil. O clube então foi em busca de um investidor, que aceitou pagar a primeira parcela de 2 milhões de euros. Assim, o atleta enfim pôde estrear, depois de ter passado um mês treinando na Academia de Futebol.

Para Mustafá, o movimento criado pelo MOP (sigla em inglês para Meu Próprio Jogador) foi somente um jogo de cena. ‘Isso aí foi uma cortina de fumaça para encobrir um péssimo negócio. O clube está pagando comissões que não deveria pagar. São no mínimo 600 mil euros, fora o que esse agente, segundo minhas informações, está ganhando do clube da Alemanha. Tudo isso é continuidade dos erros da atual diretoria’, completou.