Clique e Assine por apenas R$ 0,50/dia

Operários do Maracanã aceitam oferta e descartam greve

Eles conseguiram reajuste de 11% e sindicato nega novas paralisações

Por Da Redação 21 fev 2013, 19h35

Os operários que trabalham na reforma do Maracanã para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo decidiram nesta quinta-feira que não vai mais entrar em greve por melhores salários e condições de trabalho. A decisão foi tomada em assembleia realizada dentro do estádio, três dias depois de uma paralisação de advertência – interrompida para uma visita feita pelo governador do Rio, Sérgio Cabral, e membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) que vistoriam a cidade para a Olimpíada de 2016.

Leia também:

Operários voltam ao trabalho em dia de visita do COI

A menos de 500 dias da Copa, Maracanã é um segredo

Fifa confirma uso de tecnologia na linha do gol

Continua após a publicidade

O estádio sediará a final da Copa das Confederações, em 30 de junho, e também da Copa do Mundo. Os prazos de entrega das obras estão no limite. Por unanimidade, os trabalhadores aprovaram a oferta feita pelo consórcio responsável pela obra: reajuste salarial de 11%, cesta básica no valor de 330 reais, hora extra de 80% e dois salários de participação nos lucros. “São ganhos relevantes. Quem consegue reajuste de 11% no Brasil? Vamos ter ainda 100 reais de aumento na cesta básica e, numa situação em que 90% dos operários fazem hora extra, o valor passa de 50% para 80%”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada Intermunicipal do Rio (Sitraicp), Nilson Duarte, ao festejar o acordo entre as partes.

Duarte ainda garantiu que agora não há mais risco de novas paralisações acontecerem no Maracanã, depois da ocorrência de duas greves, uma de cinco dias em agosto de 2011 e outra de 19 dias em setembro do mesmo ano. E cobrou empenho dos operários para o término das obras do estádio, que na última segunda-feira começou a receber uma lona da cobertura, cuja conclusão de sua instalação deveria ter acontecido no fim do ano passado. “Pedi muito a eles que assumam a responsabilidade de entregar a obra no prazo, não só pelo Rio de Janeiro, mas pelo Brasil. Todos vão se dedicar bastante.”

Acompanhe VEJA Esportes no Facebook

Siga VEJA Esportes no Twitter

Com obras a pleno vapor, o Maracanã tem agendado para o próximo dia 24 de abril o seu primeiro evento-teste, um jogo fechado apenas para os trabalhadores da reforma. O prazo limite de entrega do estádio à Fifa é o dia 24 de maio, para a Copa das Confederações. Antes da competição, o local receberá o amistoso entre Brasil e Inglaterra, em 2 de junho.

Continua após a publicidade
Publicidade