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O último alerta para as sedes da Copa das Confederações

Valcke deu pistas de que estádios atrasados podem mesmo ser excluídos do evento, que é considerado a 'prova de fogo' do Brasil antes da Copa de 2014

“Sei que isso parece muito tempo, mas na verdade não é. Novos estádios, principalmente, precisam de mais tempo para serem completamente testados”

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, aumentou a pressão sobre as cidades-sede da Copa das Confederações de 2013, no Brasil. Em carta divulgada nesta sexta-feira pelo site da entidade, o francês avisa que o país vive um “momento crucial” – na semana que vem, a Fifa anuncia, em São Paulo, o início da venda de entradas para o torneio. “Uma vez iniciada a venda de ingressos, será muito complicado se qualquer uma das sedes vier a ter problemas para receber as partidas. E aqui aproveito para bater mais uma vez na tecla da prontidão. A questão não é ter tudo concluído no dia da abertura do torneio, mas a tempo para a realização de pelo menos dois eventos-teste”, escreveu o dirigente. “É por isso também que sempre reiteramos a necessidade de os estádios das grandes competições da FIFA estarem prontos seis meses antes do primeiro jogo.” Por esse critério, o Castelão, em Fortaleza, e o Mineirão, em Belo Horizonte, seriam os dois únicos estádios do torneio do ano que vem, considerado o ensaio-geral da Copa do Mundo de 2014. Ambos deverão ser entregues ainda neste ano.

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Casos como o de Recife, que ainda está muito distante da conclusão dos trabalhos, preocupam. A capital pernambucana tem chances reais de ser excluída do evento. Salvador também enfrenta esse risco. A Copa das Confederações começa em 15 de junho. Conforme Valcke, “a contagem regressiva para a primeira Copa das Confederações na América do Sul já começou”. “Dentro de 225 dias, ela terá início em Brasília, com a promessa de um espetáculo de futebol do mais alto nível”, afirma o dirigente. “Sei que isso parece muito tempo, mas na verdade não é. Novos estádios, principalmente, precisam de mais tempo para serem completamente testados em vários eventos de diferentes dimensões. Da parte elétrica ao controle de multidões, passando pela atuação da segurança, pelo transporte público e pela operação de estacionamento, todos os processos precisam estar bem consolidados para garantir que, no momento em que o evento começar, quando o Brasil estará sob os holofotes do mundo, não enfrentaremos nenhum contratempo operacional significativo”, disse, sobre os eventos-teste. “Precisamos assegurar que os torcedores tenham uma experiência inesquecível, livre de qualquer inconveniente logístico”, reforçou.

Valcke classifica a Copa das Confederações de “prova de fogo” tanto para a Fifa como para o Comitê Organizador Local da Copa. “Praticamente todos os aspectos da preparação estarão sob análise minuciosa”, avisou. Para quem acha que a Fifa encara o torneio como um simples ensaio, o dirigente explica que o evento é muito mais que isso. “Seria um erro considerar o torneio uma mera preliminar da Copa do Mundo”, afirma o francês, lembrando que o torneio terá participantes como Brasil, Espanha, Itália e Uruguai. “Não é nenhum exagero dizer que essa competição jamais reuniu tantos competidores de peso, entre eles quatro campeões da Copa que, juntos, conquistaram doze dos dezenove títulos mundiais.” Por causa da presença de tantas seleções fortes, Valcke acredita que todos os estádios estarão lotados nas cidades-sede (que podem ser seis, se todas as candidatas forem aprovadas até a semana que vem, ou cair para até quatro, caso Recife e Salvador não convençam a Fifa). “Após mais de quatro anos de preparação, mal posso esperar para ver a bola rolar.”

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