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O show milionário do Super Bowl

Por Luiz Felipe Castro - 5 fev 2012, 10h19

O New England Patriots e New York Giants decidem neste domingo, a partir das 20h, a final do futebol americano, o Super Bowl, em Indianápolis, em partida que deve bater recordes de arrecadação e audiência. Não à toa, o Superbowl Sunday foi decretado feriado nacional nos Estados Unidos e os números do evento impressionam até os mais apaixonados pela bola oval. É de longe o maior evento esportivo dos EUA, visto no mínimo por um a cada três cidadãos americanos – audiência impensável quando foi disputado pela primeira, em 1967.

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O jogo dura apenas 60 minutos, são quatro tempos e 15 minutos, mas as transmissões podem chegar a mais de três horas de duração, dependendo das inserções publicitárias milionárias – um anúncio de 30 segundos custa mais de 3,5 milhões de dólares (116.000 dólares por segundo, ou 200.000 reais por segundo). As agências de publicidade brigam feio, quase aos tapas, para conseguir uma brecha de olho na audiência astronômica do jogo.

Os números da final

1.250.000.000 de asas de frango serão consumidas pelos americanos

35% é o quanto aumenta o número de pedidios de pizza em domicílio

20% é o quanto aumenta o consumo de antiácido nas lojas de convieniência no dia seguinte ao jogo

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1.3000.000.000 de garrafas de cerveja serão consumdias

Em um dos comerciais mais memoráveis da história, Steve Jobs revolucionou o mundo do marketing ao lançar o computador Macintosh no intervalo da partida, em 1984. Jobs sabia que ali tinha a chance de mostrar à maioria do americanos seu novo computador. A indústria de bebidas também mira com ferocidade o evento: o Super Bowl perde apenas para o dia de Ação de Graças em consumo total de comida e cerveja: estima-se que sejam vendidas mais de 1 bilhão de garrafas de cerveja.

Na decisão de 2011, o Super Bowl registrou audiência recorde: 111 milhões de espectadores, só nos Estados Unidos, perdendo apenas para a final da Liga dos Campeões da Europa de futebol, com 178 milhões de espectadores, no mundo todo. Um ingresso para a partida custa em média 6.000 reais e nas cadeiras vips costumam se acotovelar astros da música, atores e políticos.

Show – Durante o intervalo do segundo para o terceiro tempo, acontece o Half Time Show, quando artistas de primeira grandeza se apresentam no gramado em palcos montados rapidamente por cerca de 15 minutos. Já tocaram no intervalo Bruce Springsteen, The Who, Aerosmith, Black Eyed Peas, Rolling Stones, Paul McCartney e Michael Jackson – este ultimo revolucionou o evento ao ser o primeiro a realizar o show sozinho, sem nenhuma outra banda ou artista, em 1993 – daí show único passou a ser padrão. Neste domingo, Madonna será a encarregada pelo espetáculo e apresentará uma canção inédita.

Assunto da semana

O brasileiro Alessandro Massettti, 51 anos, trabalha com marcenaria e começou a acompanhar futebol americano quando morava em Chicago, 30 anos atrás. “Não conhecia o esporte e ficava abismado com o tamanho dos atletas. Hoje moro na Florida, meu time é o Miami Dolphins, mas vou torcer pelo New England Patriots. O mais legal do futebol americano é a intensidade do jogo, é movimentado o tempo todo. Tem gente que compra o ingresso dois anos antes, sem saber qual será o jogo da final, só para assistir a festa. Mesmo que eu não gostasse, iria assistir só para ter o que conversar no decorrer da semana.

A sessão de show do evento costuma ter episódios inusitados: a irmã de Michael Jackson, Janet, causou discussão em 2004, quando um de seus seios pulou para fora do figurino, quando se apresentava ao lado de Justin Timberlake. Em 2011, a cantora americana pop Cristina Aguilera errou a letra do hino nacional.

A decisão de domingo coloca frente a frente dois dos melhores quarterbacks da liga. De um lado, Tom Brady, do Patriots, famoso por seu talento em lançar a bola com precisão e também pela mulher, Gisele Bündchen. Do outro, Eli Manning – irmão de Peyton Manning, quase um Pelé do futebol americano -, que realizou temporada fantástica para chegar à sua segunda decisão.

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