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O método de Marin: pedidos de propina em guardanapos

Segundo empresários que negociaram contratos da CBF, ex-presidente não queria deixar nenhum rastro de suas transações ilegais

Por Da Redação 29 Maio 2015, 10h52

O ex-presidente da CBF, José Maria Marin, adotava uma metodologia inusitada para solicitar as propinas investigadas pelo FBI e que o levaram à prisão em Zurique, na Suíça. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, três diferentes empresários que negociavam contratos com a CBF desde 2012 relataram que Marin sempre escrevia o quanto queria receber em sua conta privada em guardanapos de papel, para não deixar qualquer rastro do valor.

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Segundo os empresários, que exigiram anonimato, era comum que guardanapos com valores extraoficiais viajassem de um lado a outro da mesa da CBF durante as negociações. De acordo com uma das fontes, o atual presidente, Marco Polo del Nero, também estava em algumas dessas reuniões. Em um dos guardanapos usados em um encontro na Europa, os interlocutores da CBF se surpreenderam com um valor acima de 1 milhão de reais pedido por Marin.

No indiciamento da Justiça americana contra Marin, são citadas conversas em que o cartola brasileiro trata abertamente das propinas em contratos da CBF com outro “co-conspirador” (como são chamados os personagens do crime, para preservar suas identidades). Marin segue preso em uma prisão em Zurique e não deve ter seu pedido de aguardar em liberdade aceito pelo governo suíço.

(Com Estadão Conteúdo)

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