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O jogo do ‘naming rights’ está apenas no começo no Brasil

Depois de seis anos de espera, o estádio do Corinthians ganhou finalmente um patrocinador disposto a denominar o local

Por Da Redação - Atualizado em 3 set 2020, 13h47 - Publicado em 4 set 2020, 06h00

– O Corinthians entra em campo
Depois de seis anos de espera, o estádio do time na Zona Leste paulistana ganhou finalmente um patrocinador disposto a denominar o local. A Hypera Pharma comprou o naming rights e vai batizar o campo de Neo Química Arena, uma das marcas do grupo farmacêutico. Pelo que foi tratado, a companhia pagará ao clube um total de 300 milhões de reais ao longo dos próximos vinte anos. O acordo foi anunciado em um evento (foto) realizado na madrugada da última terça, 1º, mesma data de aniversário de 110 anos do Corinthians.

– Os clubes que largaram na frente
No Brasil, o Athletico Paranaense foi o pioneiro no assunto. Em 2005, o clube de Curitiba vendeu os direitos de nomear seu estádio à Kyocera Mita América, uma das empresas líderes mundiais no manuseio de documentos digitais. O acordo durou três anos. Na atual primeira divisão, investem no mesmo caminho a seguradora Allianz (Palmeiras) e a cervejaria Itaipava (Fonte Nova, na Bahia, e Arena Pernambuco).

– Mais de 100 estádios na Europa
Em um dos levantamentos mais recentes sobre o assunto, datado de 2018, a Uefa, entidade que comanda o futebol europeu, listou 118 estádios no Velho Continente com acordos de naming rights. A Etihad, dos Emirados Árabes, por exemplo, paga ao Manchester City, da Inglaterra, 31 milhões de reais por ano para batizar o Etihad Stadium.

– Pioneirismo americano
O modelo de negócios do naming rights nasceu no mercado esportivo americano na década de 20. Atualmente, os clubes das principais ligas esportivas dos Estados Unidos (basquete, beisebol, hóquei e futebol americano) sediam seus jogos em arenas cujos direitos de nominação foram cedidos a empresas.

Publicado em VEJA de 9 de setembro de 2020, edição nº 2703

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