Clique e assine a partir de 9,90/mês

O drama do coronavírus no esporte paralímpico

Problemas pré-existentes deixam os esportistas paralímpicos mais vulneráveis à Covid-19, que já fez uma vítima fatal entre os brasileiros

Por Alexandre Senechal - Atualizado em 1 abr 2020, 17h06 - Publicado em 30 mar 2020, 17h40

Estar em forma, manter uma alimentação saudável e seguir uma rotina regrada não é garantia de imunidade em relação ao novo coronavírus. Quando se trata de atletas paralímpicos, que em vários casos já têm outros problemas de saúde, a situação se agrava. No último sábado 28, a doença fez uma vítima entre os esportistas. Eliane Corrêa, atleta do tênis de mesa paralímpico, morreu com suspeita de estar contaminada. O resultado do teste só sairá em dez dias.

Eliane estava internada no andar em que ficam os pacientes suspeitos de estar com a Covid-19 e apresentava todos os sintomas da doença, inclusive sérios problemas respiratórios. Professora da rede municipal em São Paulo, ela foi atendida pelo hospital dos servidores. A atleta era mesatenista na classe 4, para cadeirantes.

Perguntado sobre a causa da morte da atleta, o hospital não se pronunciou sobre o que diz o laudo. A Confederação Brasileira de Tênis de Mesa informou que os médicos que a atenderam inicialmente diagnosticaram a Eliane com a doença.

Combate à doença longe de casa

Uma equipe de natação paralímpica de Indaiatuba, no interior de São Paulo, viajou para o Equador no dia 3 de março para disputar uma seletiva e ficou presa no país com o fechamento das fronteiras. A volta estava marcada para o último dia 21, mas os atletas só vão voltar para a casa nesta segunda-feira 30.

A delegação conta com nove atletas que têm graus mais severos de deficiência mental, paralisia e lesão medular. O técnico da equipe de Indaiatuba, Antonio Cândido, conversou com VEJA e contou as dificuldades para manter os atletas calmos. “Fazemos yoga pela manhã e alguma atividade física à tarde. A preocupação é com a saúde mental deles”, disse.

Continua após a publicidade

Hospedada em um hotel em Quito graças a um auxílio financeiro da prefeitura da cidade e do Comitê Paralímpico Brasileiro, a delegação teve que cumprir normas pré-estabelecidas da equipe médica e, só então, foi liberada para poder voltar para casa.

Publicidade