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‘Nunca Fui Santo’, as memórias de Marcos

Chamado de São Marcos depois de defender um pênalti em favor do Corinthians nas quartas de final da Libertadores, em 1999, o ex-goleiro da seleção e ídolo do Palmeiras lançou um livro. Confira entrevista exclusiva da edição de VEJA desta semana

Por Fabrício Lobel 18 ago 2012, 10h10

Por que você resolveu escrever um livro de memórias?

Velho, eu vivi muita coisa na carreira que sempre virava assunto de rodas de conversa. Um dia, o pessoal do Palmeiras me sugeriu escrever um livro. Como o meu negócio não é esse, pedi a um jornalista para me ajudar. Ficou legal, bem simples, não precisa ser intelectual para entender as minhas histórias. Não é um livro, assim, para leitores de Paulo Coelho.

Você acha que o Paulo Coelho escreve para intelectuais?

Ele tem uma linguagem difícil, né?

O que ficou de fora do livro?

Muita coisa que a gente vive é impublicável. Algumas das histórias mais engraçadas têm tanto palavrão no meio que não daria para colocar no papel. Penso que o livro vai ser lido por crianças, mulheres. A gente precisa ter respeito.

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Por que você diz no título do livro que não é santo?

É que teve essa história de me chamarem de São Marcos… Começou quando peguei aquele pênalti nas quartas de final da Copa Libertadores contra o Corinthians. No começo foi legal, mas depois a torcida embarcou nessa e queria que eu pegasse tudo.

E goleiro não é para isso?

Todo goleiro tem direito a tomar um gol de pênalti. Com esse negócio de santo, eu passei a não ter. Aliás, eu não aguento mais ver essa defesa na TV. Todo lugar em que se fala de mim mostra o mesmo lance. Parece que eu não fiz mais nada na vida.

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