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No Timão, Danilo quer mundial para repetir trinca histórica tricolor

Por Da Redação
5 jul 2012, 00h04

O meio-campista Danilo é o tipo do jogador que passa longe de ações de marketing. Seu sotaque do interior e o tom de voz baixo é o reflexo de uma personalidade tranquila fora das quatro linhas, sem qualquer histórico de polêmicas ou confusões. Mas, dentro de campo, mais uma vez ele mostrou ser um atleta de decisão, como havia feito no São Paulo.

‘Ganhar a Libertadores pelo Corinthians é a consagração da carreira do Danilo’, avisa o ex-atacante Luizão, companheiro do meia no São Paulo na temporada 2005. ‘Ele é o tipo do cara que resolve e ganha títulos’, emenda.

No São Paulo, Danilo ganhou a trinca Copa Libertadores da América, Campeonato Mundial e Campeonato Brasileiro entre 2005 e 2006. No Corinthians, o caminho foi o inverso, já que o título nacional veio antes da conquista sul-americana. Agora, é a hora de concentrar na disputa do fim do ano contra os representantes dos outros continentes e fincar o nome na história do mesmo jeito que fez no Tricolor.

Curiosamente, a caminhada de Danilo nos rivais paulistas foi semelhante. No São Paulo, o meia foi contratado em 2004 e só conseguiu dar frutos em 2005. No Corinthians, ele também necessitou de um período de paciência e adaptação até ganhar a posição de titular incontestável.

‘Eu gosto muito do Danilo, temos um bom relacionamento, é um cara maravilhoso, boa pessoa, bom pai, dentro de campo joga para equipe, é determinado, ajuda na marcação e ainda faz gols decisivos’, reforça Luizão.

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Os elogios a Danilo também partem de um ex-dirigente do São Paulo, Marco Aurélio Cunha, conhecido pelas provocações contra o Corinthians. ‘Acho que ele é frio como uma decisão de Libertadores precisa, aos olhos dos outros não têm carisma, mas é fundamental, todos nos São Paulo sabiam do seu potencial. Só aqueles que não entendem de futebol acham que ele não é importante’, diz.

A propósito, o Corinthians buscou o perfil de outros jogadores com experiência em título de Libertadores para formar o atual elenco. O lateral esquerdo Fábio Santos era reserva do São Paulo em 2005, enquanto o meia Alex foi um dos comandantes da festa do Internacional no torneio de 2006.

‘Eu vejo, por exemplo, o Fábio Santos muito maduro, foi campeão da Libertadores pelo São Paulo, é um menino que evoluiu demais. Um time campeão necessita desses atletas que já passaram por dificuldades em outras ocasiões’, explica Marco Aurélio Cunha.

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