Group 21 Copy 4 Created with Sketch.

No Rio, cambistas cobram até R$ 1.300 por uma arquibancada

Os arredores dos bares que ficam exatamente em frente ao portão de acesso da imprensa no Maracanã ficaram infestados de cambistas que agiam livremente

A indicação no site da Fifa de que os ingressos para a estreia da Argentina na Copa do Mundo estavam esgotados não desanimou os torcedores. De avião, de carro e de ônibus eles vieram para o Rio de Janeiro sem a garantia de que conseguiriam ver sua seleção. O jogo contra a Bósnia, que marca também uma chance rara de ver Lionel Messi, o maior jogador da atualidade, no Maracanã fez deste um dos duelos mais atraentes também para o torcedor carioca. Na lei da oferta e da procura no mercado, o preço, claro, disparou. Na manhã de sábado, a peregrinação de argentinos desanimados e até revoltados ao redor do estádio indicava bem isso. A arquibancada que valia 60 reais (30 se fosse estudante) está custando, na mão dos cambistas, até 1.300 reais.

Leia também:

Argentina encara Bósnia em estreia de Messi no Maracanã

Desde a última terça-feira os torcedores já corriam para o Maracanã em busca do milagre de obter o bilhete. Os arredores dos bares que ficam exatamente em frente ao portão de acesso da imprensa, na Rua Eurico Rabello, ficaram infestados de cambistas que agiam livremente. Torcedor do River Plate, Nahuel Halpem, de 37 anos, trouxe o irmão, a esposa e a filha morena, de 6 anos. “Já vim ao Rio três vezes para jogos no Maracanã. Mas, desta vez, o que estão fazendo é extorquir os argentinos. Seremos 30.000 aqui e milhares sem ingressos. Não há como pagar 700 dólares em cada.”

Os grupos de argentinos – alguns de 15, até 20 torcedores – se cruzavam a todo instante. Flagrante da negociação com um grupo de cambistas, irredutíveis com a oferta de 1.000 reais pela arquibancada: “Por esse preço não faço. É 1.300”, sentenciou um deles, para a frustração do grupo.

Jose Aer veio com filho de 12 anos e outros oito amigos. “Estamos oferecendo 8 000 para quem nos conseguir dez ingressos. Mas está difícil negociar”.