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No limite, Odebrecht faz apelo a autoridades por verba para Itaquera

Por Da Redação - 23 maio 2012, 10h02

Na visita oficial desta terça-feira no futuro estádio em Itaquera (Zona Leste de São Paulo), o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, distribuiu sorrisos, brincou com um futuro clássico entre Corinthians e Palmeiras pela Libertadores da América e exaltou a ‘visível evolução’ das obras. Porém, ouviu nos bastidores que nem tudo está perfeito: a construtora Odebrecht clamou por agilidade para a liberação dos recursos da construção do palco da abertura da Copa do Mundo de 2014.

Antonio Gavioli, diretor de contrato da Odebrecht, utilizou seu discurso na reunião reservada para pedir a verba referente ao BNDS (R$ 400 milhões) e as emissões do CIDs – Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (R$ 420 milhões). Até o momento, nenhum valor foi encaminhado para os gastos da obra.

A reportagem da GE.Net apurou que o representante da construtora chegou a citar no encontro a possibilidade de dificuldades na obra caso o dinheiro não fique à disposição até o início do segundo semestre. Oficialmente, a Odebrecht nega qualquer tipo de crise financeira neste momento, em um discurso seguido pelo próprio Governo Federal.

‘As exposições realizadas pelos representantes da empresa Odebretch testemunham que o andamento das obras está compatível com calendário estabelecido. Temos absoluta confiança no cumprimento do cronograma’, discursou Aldo Rebelo na visita ao estádio da abertura da Copa-2014.

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O encontro em Itaquera também teve a presença do prefeito Gilberto Kassab, do secretário estadual de Esporte, Lazer e Juventude, Benedito Fernandes, e do secretário especial de articulação para a Copa em São Paulo, Gilmar Tadeu Alves. As autoridades esperam que a construção alcance o patamar superior a 60% finalizada até o fim de 2012. Em contrapartida, qualquer tipo de obstáculo na obra seria fatal para o cronograma que prevê a conclusão, no máximo, em dezembro do ano que vem.

Até o momento, a Odebrecht toca a construção em Itaquera com dois empréstimos. A construtora obteve R$ 100 milhões junto ao Banco Santander e outros R$ 150 milhões no Banco do Brasil, que serão pagos com o dinheiro previsto no orçamento de R$ 820 milhões. Os juros do financiamento são bancados pelo Corinthians.

Os governantes prometeram auxiliar a Odebrecht. Na reunião em Itaquera, Aldo Rebelo colocou a equipe do Ministério do Esporte à disposição da construtora na busca pelo dinheiro do BNDS. ‘O Governo Federal sempre tem o compromisso de ajudar dentro do que estiver ao seu alcance para solucionar qualquer questão e contribuir com o bom andamento das obras’, disse o ministro.

A obra em Itaquera é considerada com o menor custo por metro quadrado entre as sedes da Copa do Mundo de 2014. Ainda assim, também foi gasto no primeiro ano da construção um valor considerável em ações para aumentar a visibilidade do projeto.

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