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No fim, Brasil fura a retranca argentina e vence em Goiânia

Numa partida amarrada e com poucas chances de gol, seleção virou: 2 a 1, com um gol de Neymar já nos acréscimos. Mas Mano não escapou do coro de 'burro'

Por Da Redação - 20 set 2012, 00h01

Mano trocou Lucas, um dos poucos jogadores que ameaçavam a defesa argentina, pelo novato Wellington Nem. O técnico do Brasil ouviu um forte coro de “burro” e gritos pela contratação de Luiz Felipe Scolari

A seleção brasileira quase parou na boa armação tática da Argentina, mas arrancou uma vitória apertada, no finzinho, nesta quarta-feira, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia, no primeiro jogo do Superclássico das Américas. No primeiro tempo, Martinez abriu o placar para os visitantes e Paulinho empatou. Nos acréscimos da segunda etapa, Neymar, de pênalti, fez 2 a 1. Os torcedores de Goiânia – cidade que prometia aplaudir a seleção de forma incondicional – chegaram a cobrar Mano Menezes, que foi vaiado ao tirar Lucas, um dos destaques do jogo, no segundo tempo. O público pediu a demissão do treinador e o retorno de Luiz Felipe Scolari ao comando da equipe nacional. Para alívio do treinador, porém, a virada no último lance da partida dissipou a pressão. Num jogo bastante amarrado, com pouquíssimas chances de gol e muita marcação, o Brasil ditou o ritmo, mas enfrentou problemas para superar a estratégia de seu adversário. Os argentinos montaram um bom esquema defensivo para levar a decisão do minitorneio para o dia 3 de outubro, na partida de volta, em seus domínios, na cidade de Resistencia. Para a torcida de Goiânia, que quase lotou as arquibancadas (com ajuda do governo estadual), acabou sendo uma noite de festa – mais pelo resultado do que pelo futebol. O Brasil foi superior, dominou o jogo e demonstrou empenho e espírito de luta, mas seu futebol não chegou a empolgar. A seleção volta a se reunir para o segundo jogo do Superclássico no dia 1º de outubro. O mesmo grupo convocado para o primeiro jogo deverá se apresentar para a decisão na Argentina – o Brasil precisa de um empate para ficar com o troféu, que já venceu em 2011.

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No início do jogo, a seleção encontrou um adversário fechado e compacto. A Argentina do técnico Alejandro Sabella marcava forte e neutralizava as principais armas ofensivas preparadas pelos brasileiros – as arrancadas de Neymar e Lucas e as enfiadas de bola de Jadson para o atacante Luís Fabiano. O Brasil tomava a iniciativa da partida e os argentinos avançavam ao ataque com poucos atletas, sempre com cautela. Ainda assim, abriram o marcador, e com relativa facilidade, aos 19 minutos. Martinez, que é jogador do Corinthians, avançou partindo da intermediária, acionou Clemente Rodriguez na esquerda e apareceu na área para concluir, sem chances para o goleiro Jefferson – e sem ser incomodado pela zaga formada por Dedé e Rever. No momento em que sofreu o gol, o Brasil tinha pouco mais de 70% da posse de bola. O gol não assustou a seleção, que manteve sua postura. O empate veio aos 26 minutos. Lucas sofreu falta pelo lado direito do ataque. Neymar levantou na área e Paulinho, impedido, marcou de cabeça. O time de Mano Menezes seguiu procurando mais o jogo, em especial com Lucas, que costurava boas jogadas pela direita, e com Neymar, que arriscava lances individuais pela esquerda. Uma das apostas do técnico para esta quarta, Luís Fabiano voltou à seleção encontrando dificuldades – preso entre os zagueiros argentinos, o titular da camisa 9 na Copa do Mundo de 2010 preocupava a defesa adversária, mas custava a receber a bola. Para azar do artilheiro, o primeiro tempo terminou sem novas chances claras de gol.

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A situação permaneceu inalterada durante todo o início da etapa final. Com a Argentina ainda firme em sua organização defensiva, Mano tentou conseguir espaço no ataque fazendo a dupla Neymar e Lucas jogar ainda mais aberta pelas pontas. O meia-atacante do São Paulo era quem mais levava perigo à zaga argentina, mas sentia a falta de um companheiro para tabelar. Jadson, que falhou na tentativa de articular o jogo no meio, acabou sendo substituído por Thiago Neves aos 18 minutos. O meia do Fluminense entrou mais solto e criou uma oportunidade logo de cara, cruzando pela esquerda – o goleiro Ustari espalmou. Aos 23 minutos, Luís Fabiano deu lugar a Leandro Damião, que foi o titular de Mano em boa parte dos compromissos recentes da seleção. Aos 26, Paulinho voltou a balançar as redes, numa bola que sobrou na entrada da área, de novo impedido – mas dessa vez o lance foi anulado pela arbitragem. Cinco minutos depois, Mano trocou Lucas, um dos poucos jogadores que ameaçavam a defesa argentina, pelo novato Wellington Nem. O técnico do Brasil ouviu um forte coro de “burro” e gritos pela contratação de Felipão, o comandante do penta, no Mundial de 2002, que saiu do Palmeiras há poucos dias. O time pareceu ter sentido a pressão – ainda que a cobrança fosse apenas sobre o treinador – e reduziu o ritmo. Neymar tentou desequilibrar, invadindo a área duas vezes, aos 36 e 40 minutos, mas esbarrou na barreira armada pelos argentinos. Nos acréscimos, numa bola levantada sobre a área, já no desespero, Desábato desviou com a mão. Aos 48 minutos, Neymar cobrou o pênalti e garantiu a apertada vitória.

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