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No Canindé, Geninho estreia com empate por 0 a 0 diante do Bahia

No dividido estádio do Canindé, Portuguesa e Bahia abriram a disputa por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil com empate por 0 a 0. Em partida marcada pelas polêmicas expulsões de Léo Silva e Gerley e pela estreia do técnico Geninho na Lusa, as equipes não conseguiram sair da igualdade.

Dentro de campo, a partida não empolgou a nenhum torcedor e os momentos de perigo foram criados apenas na sequência das expulsões, principalmente dos pés de Gabriel e Lulinha de um lado, Luís Ricardo e Henrique de outro.

Sem criatividade e eficiência ofensiva, o empate foi inevitável. As duas equipes voltam a se enfrentar no estádio de Pituaçu, em Salvador, no próximo dia 10 de maio.

O Jogo – O primeiro tempo no Canindé pode ser dividido em duas partes: antes e depois da expulsão de Léo Silva. Ofensiva apesar dos quatro volantes em campo, a Portuguesa pressionava e criava boas oportunidades de abrir o placar. No entanto, isso durou apenas até o momento em que seu camisa 10 foi expulso e o time precisou se reorganizar.

A Lusa tentava armar suas jogadas pelos lados, contando com o apoio de Luís Ricardo e Raí, mas esbarrando na boa marcação do Bahia. Com trocas de passes entre Gabriel e Lulinha, o time visitante rondava a área dos anfitriões, mas sem oferecer risco.

Em número praticamente igual ao da torcida do Bahia no Canindé, os lusitanos vibraram pela primeira vez com uma boa chance criada por Luís Ricardo aos nove minutos, quando driblou Gerley como quis do lado direito do ataque, mas acabou desarmado por Titi na hora H. O Bahia devolveu dois minutos depois, com o primeiro chute ao gol da partida. Após troca de passes no meio-campo, Fahel encontrou espaço para bater forte e assustar o goleiro Weverton.

O jogo era muito truncado e as equipes não conseguiam criar boas oportunidades ofensivas. Sem criatividade, a Lusa esbarrava na boa marcação do Bahia, que tomava pressão, mas se defendia com eficiência. A Portuguesa dominava o meio-campo, mas o último passe nunca saía da maneira certa. Com Zé Roberto apagado e os laterais sem inspiração, o Bahia simplesmente não agia.

Aos 32 minutos, o drama. Presente no campo de ataque, a Lusa deixou o espaço livre e Zé Roberto partiu em contra-ataque sem marcação. Léo Silva, o último homem, derrubou o camisa 10 do Bahia e foi discutivelmente expulso. Na cobrança de falta, Gabriel levantou para Fahel, em posição legal, cabecear pela linha de fundo, rente à trave de Weverton. No momento em que era mais ofensiva e se aproximava do gol, a Portuguesa teve o volante Léo Silva, seu camisa 10, expulso. Geninho já gritava para reorganizar o time.

Mesmo com um a menos, Luís Ricardo fez o passe para Henrique, que passava na entrada da área. O camisa 11 serviu Ananias, que chutou fraco para ótima defesa de Marcelo Lomba. Com o fim do primeiro tempo, Geninho foi reclamar com a arbitragem sobre a expulsão de Léo Silva, que acabou mudando a postura da equipe no primeiro tempo.

Na etapa complementar, o ritmo começou lento e sem inspiração. Depois de algumas jogadas dignas de várzea, a partida voltou a ter emoção depois de outra expulsão discutível do árbitro Paulo Godoy Bezerra. Aos 20 minutos, Renato deu chutão para frente e Henrique disputou corrida com Gerley, que terminou o derrubando para evitar a aproximação do gol. Para compensar a expulsão de Léo Silva, o lateral do Bahia também foi expulso.

Na sequência, Ciro partiu para o contra-ataque tentando esboçar reação, mas foi desarmado por Boquita, que também não evolui o contra-ataque. No lance seguinte, o próprio substituto de Ricardo Jesus dominaou a bola e saiu fintando no meio-campo. Após três cortes precisos, bateu forte do lado direito do gol de Marcelo Lomba.