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Neymar repete início de Copa de artilheiros campeões

O artilheiro da Copa do Mundo teve um dia de folga nesta terça-feira: recebeu a família na Granja Comary e descansou antes da retomada dos treinamentos, na quarta, já como preparação para o primeiro duelo eliminatório do Brasil no torneio. Neymar chega às oitavas de final do Mundial, no sábado, contra o Chile, em Belo Horizonte, com uma excelente média de gols na competição. No jogo contra Camarões, em Brasília, ele marcou duas vezes, somando quatro gols em três jogos (seu primeiro gol na segunda-feira foi o centésimo do torneio deste ano, no centésimo jogo do Brasil em Copas). O histórico brasileiro nos Mundiais revela outras coincidências que podem ser vistas como bons presságios para este ano. Nunca nenhum brasileiro fez mais do que quatro gols na primeira fase do certame – e nas duas outras edições em que atletas da seleção marcaram tantas vezes nessa etapa, o Brasil foi sempre campeão.

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A primeira foi no México-1970, quando Jairzinho deixou sua marca contra Checoslováquia (duas vezes), Inglaterra e Romênia. O Furacão da Copa foi o vice-artilheiro do torneio (com sete gols, ficou atrás do alemão Gerd Müller). Passados 32 anos, Ronaldo repetiu a façanha do ex-craque que o descobriu. Assim como Jairzinho, ele anotou quatro vezes, contra Turquia, China e Costa Rica. A diferença entre as campanhas dos dois antigos goleadores e o desempenho de Neymar neste Mundial é que tanto Jairzinho como Ronaldo marcaram em todos os jogos da primeira fase, enquanto Neymar passou em branco diante do México. Que essa pequena diferença não impeça que a história se repita, com mais um título brasileiro em 13 de julho, no Maracanã. No outro Mundial realizado no Brasil, em 1950, Ademir de Menezes foi o artilheiro do torneio, com nove gols, e acabou a primeira fase com três anotados. Outro artilheiro pelo brasil, Leônidas da Silva, em 1938, também conseguiu três gols logo na primeira fase – mas essa etapa, naquela edição do torneio, tinha apenas um jogo. Foi o suficiente para o Diamante Negro brilhar, em uma goleada por 6 a 5 sobre a Polônia. Nessas duas Copas, porém, o Brasil acabou naufragando. Melhor, portanto, recorrer às comparações com 1970 e 2002.

(Giancarlo Lepiani, de Belo Horizonte)

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