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Neymar decepciona e Santos empata com Corinthians

Apático, atacante tem poucas chances de gol e mantém irregularidade em 2013

No duelo caracterizado por duas das principais jovens apostas para a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, prevaleceu a igualdade. Neste domingo, Neymar e Alexandre Pato, 21 e 23 anos respectivamente, tentaram – sem sucesso – decidir o clássico e, com ataques pouco efetivos, Santos e Corinthians ficaram no empate sem gols no estádio do Morumbi, em São Paulo – fruto da punição santista aplicada pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD).

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O resultado ainda deixa o técnico Muricy Ramalho, criticado por parte da diretoria do Santos, ameaçado no cargo. Ademais, mantém os dois clubes separados por três pontos na tabela do Campeonato Paulista: com 18 pontos, o Santos alcança provisoriamente a terceira posição; os comandados de Tite permanecem em oitavo, com 15. O Corinthians agora viaja ao México para enfrentar o Tijuana, quarta, pela Libertadores. Pelo Paulistão o próximo jogo é sábado, contra o Ituano, no Pacaembu. Já o Santos, que só joga o estadual, tem compromisso domingo, contra o Atlético Sorocaba, no interior.

O jogo – O Santos se comportou como um verdadeiro mandante nos primeiros minutos de clássico no Morumbi. Apesar de a sua torcida não lotar o estádio do São Paulo, o time comandado por Muricy Ramalho começou a partida no campo de ataque. Chegou a assustar o Corinthians, principalmente através das jogadas de bola parada com o volante Marcos Assunção. O susto fez o Corinthians perder a timidez no Morumbi. Uma das melhores chances do Corinthians na primeira etapa surgiu pela direita, onde Léo também não era exemplo de marcação. Aos 33 minutos, Edenílson recebeu a bola de Pato e cruzou à meia altura. O centroavante Guerrero chegou atrasado e não conseguiu concluir. Melhor para Galhardo, que fez o corte para fora e redimiu-se dos erros anteriores.

Incentivado pelos gritos de Muricy Ramalho e de sua torcida, o Santos se soltou novamente no ataque. Muito por causa de Neymar, que vinha buscar jogo no meio-campo, brigava com os volantes corintianos e ciscava de um lado a outro do gramado. Aos 35, o atacante carregou a bola da direita para a esquerda e caiu na área. A torcida pediu pênalti, e o árbitro Guilherme Ceretta de Lima poupou o cartão amarelo por simulação. No intervalo, Muricy tomou uma iniciativa contra a deficiência defensiva de seu time. Trocou Galhardo por Bruno Peres. As torcidas dos dois times também adotaram uma postura diferente no segundo tempo. Com menos calor no Morumbi, começaram a empurrar o Santos a ir ‘para cima deles’ e a lembrar os corintianos que ‘temos de ganhar’.

O Corinthians buscou justificar a euforia do público logo aos quatro minutos. Em um bom e surpreendente lançamento de Ralf, Renato Augusto ficou livre de marcação diante de Rafael e finalizou por cobertura. A bola parou na rede, porém por cima do gol. Foi o suficiente para deixar o clássico ainda mais movimentado. O Santos procurou mostrar que não sentiu o golpe. Ainda rodando pelo campo, Neymar alavancou o seu time à frente. Até voltar a cair dentro da área do Corinthians. Desta vez, o árbitro aplicou a punição com o cartão para o astro, que se levantou cabisbaixo.

Quando o Corinthians começou a investir demasiadamente nos cruzamentos longos, Tite decidiu fazer alterações. Guerrero, que atuava longe da área, e Danilo saíram para as entradas de Emerson e Douglas. No Santos, Muricy se cansou da baixa efetividade de Montillo e colocou o jovem Felipe Anderson no lugar do argentino. As mudanças dos dois times não surtiram os efeitos desejados pelos treinadores. O clássico ficou monótono na maior parte do segundo tempo, com gingas esporádicas de Pato e Neymar. Emerson, que perdeu espaço no Corinthians por seus atos de indisciplina, até conseguia tirar do sério alguns defensores santistas – sofreu algumas faltas do seu desafeto Léo. Mas era pouco efetivo.

Foi do Santos, que ainda contou com Giva na vaga de André, a última boa oportunidade de gol no Morumbi. O time mandante assustou o rival da mesma maneira que fazia no início do clássico. Uma falta cobrada por Marcos Assunção parou em defesa de Cássio e toque no travessão, aos 34. Pelo Corinthians, Romarinho substituiu o cansado Pato nos minutos finais – e pouco teve tempo para dar emoção ao clássico.

(Com Gazeta Press)