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Neymar concentra as atenções da seleção na Inglaterra

Por Da Redação - 17 jul 2012, 20h26

Por Mateus Silva Alves

Saint Albans, Inglaterra – A seleção brasileira treina para a Olimpíada desde o início da semana passada, mas foi nesta terça-feira que começou a sentir realmente o clima dos Jogos. A chegada da delegação a Londres não foi discreta, nem silenciosa, por causa especificamente de um jogador: Neymar. O assédio ao craque do Santos começou no Brasil, durante o embarque da equipe, e continuou no Aeroporto Heathrow, onde ninguém, nem mesmo os que nada sabem de futebol, ficou indiferente à passagem do atacante.

Os pedidos para fotos com Neymar foram incontáveis, inclusive de outros atletas brasileiros que disputarão os Jogos (a delegação de judô, por exemplo, viajou no mesmo voo e quase todos os seus integrantes tiraram fotos com o craque). Os gritos e os olhares de admiração também foram muitos, deixando os seguranças do aeroporto atônitos. Nenhum deles sabia quem era aquele rapaz magrelo de penteado exótico, mas todos eles tiveram a certeza de que se tratava de alguém muito popular no Brasil.

Esse clima efervescente, no entanto, Neymar e o resto da Seleção já deixaram para trás. A equipe agora trabalha no silêncio de Saint Albans e assim será nos próximos dias, embora o diretor de seleções da CBF, Andrés Sanchez, diga que não está descartada uma visita à Vila Olímpica – hospedar-se lá, no entanto, está fora de questão. “Acho importante a gente ir lá pelo menos um dia para almoçar”, falou o cartola. “Vai ser bom para os jogadores conhecerem o clima da Olimpíada, isso ajuda a focar na competição”.

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Acostumada aos padrões da Copa do Mundo, a seleção precisará se adaptar ao mundo olímpico, que é um pouco diferente. Além de só poder inscrever 18 jogadores (no Mundial são 23), a equipe poderá levar apenas sete integrantes da comissão técnica para cada partida, menos do que é usual. “Normalmente são 11 ou 12 integrantes da comissão nos jogos. Alguns deles terão de ficar fora”, disse Andrés. “Talvez seja até bom, de repente a gente descobre que as comissões técnicas no Brasil estão grandes demais”.

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