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Nathalie Moellhausen fatura primeiro título mundial da esgrima do Brasil

Atleta nascida na Itália, filha de mãe brasileira, se emocionou ao faturar a medalha de ouro em Budapeste e agora tentará repetir o feito no Pan de Lima

Por Da redação - Atualizado em 18 jul 2019, 19h54 - Publicado em 18 jul 2019, 16h12

O Brasil conquistou nesta quinta-feira, 18, em Budapeste, na Hungria, sua primeira medalha de ouro da história da esgrima com Nathalie Moellhausen, atleta ítalo-brasileira de 33 anos. Ela conquistou o título da categoria Espada Feminina ao vencer a chinesa Sheng Lin, por 13 /12, no Golden Score, e se emocionou no momento do hino nacional.

Nathalie, que subiu do 22ª para o quarto lugar do ranking mundial teve um caminho difícil até o ouro. Na semifinal, passou pela nova líder do ranking, Vivian Kong, de Hong Kong. Nas quartas de finais, venceu Lis Rottler, de Luxemburgo (35ª), com a ajuda do VAR, que corretamente anulou um ponto dado à adversária. Antes, havia superado a polonesa Renata Knapik-Miazga (44º) e a chinesa Mingye Zhu (11ª).

Nascida em Milão, na Itália, filha de pai alemão e mãe brasileira, Nathalie Moellhausen já competiu profissionalmente pela seleção italiana, com bons resultados: medalha de ouro por equipes no Mundial da Turquia, em 2009, e de bronze nos Mundiais da França, em 2010, no individual, e na Itália, em 2011, por equipes.

Depois das Olimpíadas de Londres-2012, a atleta, que fala muito bem português apesar de ter morado sempre na Europa, passou a competir pela nação da mãe e se tornou uma das esperanças de medalha do país. Seu próximo desafio serão os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, onde defenderá as medalhas de bronze obtidas tanto no individual quanto por equipes para o Brasil, em 2015, nos Jogos de Toronto.

‘Gringos’ do Brasil

Isadora Williams na prova de patinação artística em Sochi
Isadora Williams na prova de patinação artística em Sochi Barbara Walton/EFE/VEJA

Nathalie Moellhausen não é a primeira atleta nascida fora do Brasil a representar o país. Recentemente, o cubano Yoandy Leal, ídolo do vôlei do Cruzeiro, concluiu sua naturalização e disputou suas primeiras partidas pela seleção brasileira.

Outros casos chamaram atenção, como o de Isadora Williams, patinadora nascida nos Estados Unidos, a primeira patinadora a representar o país em uma edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em 2014, e a primeira a qualificá-lo à final olímpica nos Jogos de PyeongChang, em 2018.

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O pólo aquático é a modalidade com mais representantes com dupla nacionalidade, com atletas nascidos em Cuba, Croácia, Espanha, França, Itália e Sérvia.

Confira, abaixo, alguns dos atletas que atualmente defendem o Brasil:

Nathalie Moellhausen (Itália) – esgrima

Katherine Miller (EUA) – esgrima

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Yoandy Leal (Cuba) – vôlei

Isadora Williams (EUA) – patinação artística

Amanda Oliveira (França) – polo aquático

Adriá Delgado (Espanha) – polo aquático

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Adam Imer (Austrália) – hóquei sobre grama

Chris McPherson (Inglaterra) – hóquei sobre grama

Eduard Soghomonyan (Armênia) – luta greco-romana

Ives Alonso (Cuba) – polo aquático

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Josip Vrlic (Croácia) – polo aquático

Juliano Fiori (Inglaterra) – rúgbi

Laurent Couhet (França) – rúgbi

Lin Gui (China) – tênis de mesa

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Patrick Van Der Heijden (Holanda) – hóquei sobre grama

Paulo Salemi (Itália) – polo aquático

Slobodan Soro (Sérvia) – polo aquático

Tess Oliveira (França) – polo aquático

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Xavi Vela (Espanha) – Remo

Yuri Van Der Heijden (Holanda) – hóquei sobre grama

Ernst Onnes (Holanda) – hóquei sobre grama

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