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Nas últimas Copas, só Brasil fugiu da ‘maldição’ do título

Nos últimos cinco Mundiais (já contando o atual, no Brasil), a missão de defender o título terminou em pesadelo para três das campeãs da edição anterior – só o Brasil escapou imune à “maldição” da taça. Nesta quarta-feira, no Maracanã, a novata no clube das campeãs mundiais desceu do salto alto e caiu na realidade: com duas derrotas incontestáveis, para a Holanda e agora para o Chile, a Espanha se despediu da Copa do Mundo com menos de uma semana de competição. A equipe que desembarcou no Brasil prometendo vingar a derrota para os donos da casa na Copa das Confederações, no mesmo Maracanã, há pouco menos de um ano, amarga uma participação vexatória, com sete gols sofridos e só um marcado, graças a um pênalti contestado. Nesta quarta, o time passou em branco e voltou a ouvir gritos de olé do público carioca. (Aliás, convém a Espanha não se arriscar a visitar o Maracanã outra vez: na Copa de 1950, ela já havia sido atropelada pela seleção brasileira, 6 a 1.) Mas os astros da seleção espanhola, sempre tão cheios de si, podem recorrer ao retrospecto recente das Copas para tentar lembrar ao resto do mundo que eles não foram os primeiros a fazer um papelão na Copa seguinte à conquista do título. Campeão em 1994 e 2002, o Brasil foi finalista em 1998 e quadrifinalista em 2006 – escapando, portanto, de maiores fracassos. Os outros três detentores da taça amargaram uma saída precoce do torneio. Antes da Espanha neste ano, a França, campeã em 1998, e a Itália, campeã em 2006, já tinham sido eliminadas logo na fase de grupos. A campanha francesa em 2002 foi patética: duas derrotas (para Senegal e Dinamarca) e um empate com o Uruguai, com nenhum gol marcado nos três jogos. No Mundial, passado, em 2010, a tetracampeã itália também fez um torneio ridículo, terminando em último lugar num grupo que tinha Paraguai, Eslováquia e a fraquíssima Nova Zelândia. Foram dois empates e uma derrota – mas pelo menos a Azzurra balançou as redes quatro vezes. A Espanha encerra sua desastrada aventura brasileira na segunda-feira, na Arena da Baixada, em Curitiba, contra a Austrália – e precisa vencer para não segurar a lanterna da chave, já que os representantes da Oceania têm melhor saldo de gols.

(Giancarlo Lepiani)

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