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Narradores argentinos se descontrolam na Copa no Brasil

Palavrões, homenagens e (muita) provocação estão liberadas nas transmissões

Por Da Redação - 12 jul 2014, 10h30
Torcedor da Argentina comemora vitória nos pênaltis sobre a Holanda, no Itaquerão em São Paulo Torcedor da Argentina comemora vitória nos pênaltis sobre a Holanda, no Itaquerão em São Paulo

Torcedor da Argentina comemora vitória nos pênaltis sobre a Holanda, no Itaquerão em São Paulo /

Chegar à final da Copa do Mundo depois de 24 anos e, ainda por cima, na casa do maior rival, teve sabor especial para os argentinos. Durante as seis partidas da seleção bicampeã no torneio, milhares de torcedores atravessaram a fronteira e invadiram o Brasil para vibrar com os gols de Lionel Messi. A empolgação nos estádios contagiou também os narradores locais. Por lá, é comum e aceitável que jornalistas usem palavrões nos momentos de euforia, mas alguns profissionais extravasaram além da conta ao relatar a campanha argentina. No primeiro gol de Messi, no Maracanã, um narrador exclamou que o craque era maior que Pelé, Garrincha, Vavá e outros grandes nomes da seleção brasileira. Em outro golaço do argentino, nova provocação: “Vocês têm Pelé, mas nós temos o Papa. Francisco está comigo”.

Houve espaço também para choro e homenagens a um jornalista morto durante a cobertura em São Paulo. Assista às principais narrações argentinas na Copa no Brasil.

Messi no Maracanã ‘é mais que Pelé’

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O narrador Alejandro Fantino, da rádio La Red, é um dos jornalistas mais populares da Argentina. Ele tem o hábito de provocar os rivais de sua seleção durante as transmissões e, por vezes, deixa escapar alguns palavrões. No primeiro gol de Lionel Messi na Copa, contra a Bósnia, no Maracanã, Fantino exclamou: “É para você. É mais que Pelé, é mais que Garrincha, mais que Didi, Tostão, Vavá. Messi, Messi, Messi!”

Classificação e choro

O narrador Pablo Giralt, da emissora Directv, não conteve o choro e quase perdeu a voz no momento em que Maxi Rodríguez converteu o pênalti que classificou a Argentina à final da Copa depois de 24 anos.

Messi contra o Irã: ‘Eu tenho papa, você não tem nada!’

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Na vitória da Argentina sobre o Irã, Alejandro Fantino, da rádio La Red, voltou a atacar os brasileiros, em bom portunhol, após mais um belo gol de Messi. “Eu tenho um papa, você não tem nada. Você tem Pelé, Pão de Açúcar…eu tenho Papa e tenho Messi. Francisco está comigo” 

O gol que todos esparavam

O narrador da Rádio America, Mariano Closs, já previa que a cobrança de falta de Lionel Messi contra a Nigéria encontraria o caminho das redes do Beira-Rio. 

Homenagem póstuma

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Direto do Itaquerão, Alejandro Fantino dedicou a classificação da Argentina contra a Holanda ao colega Diego “Topo” López, que morreu na noite anterior, em São Paulo, em acidente automobilístico após uma perseguição policial. “Você voou, Topo López. Você deu mais impulso para que Romero pegasse dois pênaltis. Eu te recordo aqui, Topo!”

Di María, choro e explosão

Na Argentina, é comum que que os narradores deixem escapar palavrões no momentos de maior emoção, como fez Pablo Giralt no gol de Di María contra a Suíça, nas oitavas de final. 

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