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‘Não tenho medo de perder Neymar’, diz técnico do PSG

Thomas Tuchel deixou o atacante brasileiro no banco em confronto contra o Real Madrid pela Liga dos Campeões

Por Da Redação - 27 nov 2019, 02h11

Recuperado de lesão na coxa esquerda, o atacante Neymar jogou pela primeira vez na atual edição da Liga dos Campeões nesta terça-feira, no empate entre Real Madrid e Paris Saint-Germain em 2 a 2 no estádio Santiago Bernabéu, mas começou a partida no banco de reservas por opção do técnico Thomas Tuchel.

Perguntado em entrevista coletiva após o jogo se teme que o jogador force uma saída do clube francês por ter entrado apenas no intervalo, Tuchel negou categoricamente.

“Não tenho medo de perder Neymar. Conversei com ele e lhe disse que preferia que ele jogasse no segundo tempo. Ele está fora há seis semanas, só tinha jogado uma partida antes de hoje e não precisava correr esse risco”, justificou o treinador alemão.

Neymar substituiu o volante Gueye no intervalo, quando o placar era de 1 a 0 a favor do Real. O time mandante ainda aumentou a diferença, mas o PSG buscou o empate com dois gols em dois minutos, garantindo-se como líder do grupo A da Champions, com 13 pontos. Os ‘Blancos’ também estão classificados, mas em segundo.

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“Era necessário evitar um novo problema. Tivemos de defender muito e foi por isso que tomei essa decisão. Conversamos calmamente sobre isso. Durante esta temporada, ele disputou alguns jogos um pouco lesionado, e eu decidi por ele. Era minha responsabilidade pela saúde dele. Não tenho medo de perdê-lo por causa dessa decisão, temos um ótimo relacionamento e não há problema”, completou Tuchel.

O técnico do atual bicampeão francês reconheceu a superioridade dos donos da casa e ficou satisfeito com a reação dos seus jogadores quando perdiam por 2 a 0.

“O Real Madrid foi melhor durante muitos minutos. Foi difícil para nós encontrar espaços, tomar boas decisões. Não jogamos com velocidade e não estávamos confiantes o suficiente para jogar no Bernabéu. Eles mostraram que são o time que conquistou três Champions (nos últimos quatro anos)”, elogiou Tuchel, que enalteceu a atuação de seu goleiro, Keylor Navas, que defendeu o Real na conquista dos títulos de 2016, 2017 e 2018.

“Acabamos encontrando espaços. Navas jogou muito bem, tivemos um goleiro extraordinário, e no final demonstramos uma mentalidade positiva, vencedora. Vou manter isso e a atitude dos jogadores que entraram do banco”, disse.

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(Com EFE)

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