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Não sei o que vou encontrar nos ovais, diz Rubinho

Por Da Redação 30 abr 2012, 08h00

Por Leandro Silveira

São Paulo – Após participar pela primeira vez de uma corrida da Fórmula Indy em São Paulo, Rubens Barrichello viverá nas próximas semanas uma nova fase na sua temporada de estreia na categoria norte-americana. Em 7 de maio, o brasileiro vai realizar sessão de testes no circuito oval do Texas, nos Estados Unidos. E, após andar apenas em circuitos mistos nas quatro primeiras etapas do campeonato, ele revelou não ter qualquer noção do que vai encontrar ou o que vai sentir nesses treinos.

“Agora começo uma fase que não sei o que esperar. Quero conhecer muito”, disse Rubinho, que vai utilizar os treinos no Texas como forma de preparação para as 500 Milhas de Indianápolis, próxima etapa da temporada, no dia 27 de maio, que será realizada na pista oval mais famosa do mundo.

Rubinho revelou que receberá o auxílio do amigo e companheiro de equipe, o também brasileiro Tony Kanaan, que é bastante experiente na Indy. “O Tony vai ser meu professor. Ele vai fazer igual se faz com criança, dando 10 voltas no meu carro e ajustando para que eu possa treinar”, comentou.

Apesar do desconhecimento, Rubinho aposta que vai gostar de correr em circuitos ovais. “Vou sentar numa situação que não tenho ideia. Tenho certeza que vou gostar, sempre fui fã de curvas de alta velocidade”, disse.

Em Indianápolis, Rubinho participou de oito provas da Fórmula 1, entre 2000 e 2007, sendo que venceu a edição de 2002 – mas o circuito oval era transformado para receber a categoria. “Não vejo a hora de ir para Indianápolis, fazer bons testes, usufruir de tudo da corrida. É um grande desafio. Estou ansioso para chegar lá”, afirmou.

CONSELHOS – Com a experiência de quem correu por sete anos na Fórmula 1 e está na sua terceira temporada na Indy, o japonês Takuma Sato avisa que Rubinho vai se surpreender nas primeiras atividades nos circuitos ovais. “Meu primeiro dia no circuito oval foi muito especial. Foi completamente diferente de tudo que tinha feito antes. Fui a 340 km/h em Monza, mas ainda assim é muito diferente. Na primeira vez, achei que não ia conseguir. Aos poucos, consegui. Um carro de oval se ajusta gradualmente”, explicou.

Sato revelou que demorou para ser competitivo em corridas nos circuitos ovais e crê que o mesmo pode acontecer com Rubinho. “A corrida é bem diferente. Você consegue dirigir bem no treino. Mas na corrida é muito complicado, com você entre vários carros. Levei bastante tempo para me adaptar. Após duas temporadas, estou pronto. Você precisa aprender muito”, disse o japonês.

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