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‘Não estou implorando para correr’, avisa Rubinho

Por Felipe Mendes

São Paulo – Pressionado pela falta de patrocínio para arranjar uma equipe para a próxima temporada, Rubens Barrichello mostrou nesta quinta-feira um certo conformismo diante da possibilidade de se despedir da Fórmula 1 já neste domingo, quando acontece o GP do Brasil, em Interlagos, São Paulo. E ele ainda descartou fazer sacrifícios para seguir na categoria em 2012.

“Não estou implorando para correr”, declarou o piloto brasileiro de 39 anos, que acumula 19 temporadas na Fórmula 1. “Não estou desesperado atrás de uma vaga, pedindo ‘pelo amor de Deus’. Se alguma equipe quiser me contratar, confiar no meu trabalho, ótimo. Sinto que ainda há muita juventude dentro de mim. Se não acontecer, bola pra frente”, completou.

Rubinho também não mostrou preocupação com a possibilidade de ser substituído pelo também brasileiro Bruno Senna na Williams. “Desejo ao Bruno todo o sucesso do mundo. Ele está em seu segundo ano na categoria, com um desempenho muito bom em um ano e meio e tem trabalhado duro para ficar aqui”, elogiou o veterano, ao se dirigir ao atual piloto da Renault, que estava ao seu lado na bancada da entrevista coletiva, nesta quinta-feira, em Interlagos.

Rubinho ainda interagiu com o também brasileiro Felipe Massa, outro que participou da entrevista coletiva em Interlagos, e não mostrou ressentimento pelas recentes declarações do compatriota. O piloto da Ferrari chegou a sugerir que o amigo desistisse de fazer sacrifícios para continuar na Fórmula 1 e anunciasse a aposentadoria agora no GP do Brasil.

Em clima descontraído, Massa brincou com a idade do amigo quando Rubinho citou um episódio com Ayrton Senna, vivido ainda em suas primeiras temporadas na categoria. “Ele tinha muito cabelo naquela época”, provocou o piloto da Ferrari.

Sem se abalar com a piada de Massa, Rubinho antecipou seu objetivo para a última corrida do ano. “Estou com um motor novo agora. E sonho em terminar a corrida na zona de pontuação”, comentou o piloto da Williams, ao falar sobre o GP do Brasil, cujos treinos livres começam nesta sexta-feira em Interlagos.

Rubinho corre o risco de não ter seu contrato renovado com a Williams porque não conseguiu patrocínio para 2012. Em frágil situação financeira, a equipe tem exigido recursos dos seus pilotos, através de patrocinadores, para se manter na Fórmula 1. O venezuelano Pastor Maldonado, atual companheiro do brasileiro, conta com o apoio da petroleira estatal do seu país, a PDVSA, e deve continuar.