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Na WNBA, Damiris vê presença frequente na Seleção incerta

Por Da Redação 11 jun 2012, 05h02

Com apenas 19 anos, Damiris foi escolhida pelo Minnesota Lynx, atual campeão da WNBA, no último draft. Ela priorizou a Seleção Brasileira e se apresentará à nova equipe apenas depois dos Jogos Olímpicos de Londres-2012, mas vê sua presença frequente no time nacional incerta durante as próximas temporadas.

Questionada se teme enfrentar dificuldades para defender a Seleção no futuro, a atleta titubeou. ‘Não sei, não sei. Eu acho que a Seleção Brasileira vem em primeiro lugar, mas não sei o que vai acontecer quando eu estiver na WNBA e como vai ser o meu contrato. Vou esperar para saber’, afirmou.

Incluídas na pré-lista do técnico Luiz Cláudio Tarallo para os Jogos Olímpicos de Londres-2012, Érika e Iziane costumavam ter dificuldades para servir à Seleção enquanto atuavam na WNBA – a ala passou cerca de dois anos afastada do time nacional após se desentender com o então treinador Paulo Bassul.

Juntas, Damiris, Érika e Iziane participam do período de preparação para os Jogos de Londres. Ao lado das atletas com passagem pela liga norte-americana de basquete, a jovem de 19 anos aproveita para perguntar sobre seu próximo destino e faz planos para iniciar os estudos de inglês.’Meu foco agora é a Olimpíada. Estou treinando para ficar entre as 12 convocadas e poder representar bem o Brasil, mas sem dúvida a gente conversa sobre a WNBA. Eu já perguntei como são os treinamentos, os dias de folga, os jogos. Mas estou pensando antes nas Olimpíadas’, reiterou Damiris.

Ela chegou a disputar o Mundial Adulto da República Tcheca-2010 e foi o destaque do Mundial Sub-19 do Chile-2011, já que terminou como cestinha e MVP. Após deixar Jundiaí para defender o Celta de Vigo-ESP, fez uma boa temporada e acabou draftada pelo Minnesota Lynx.

Jovem, Damiris fala com naturalidade sobre a precocidade de sua trajetória. ‘Tudo aconteceu muito rápido. Coloquei meu nome no draft e não esperava ser escolhida logo na primeira lista. Sendo o campeão da WNBA, o friozinho na barriga aumenta, mas eu quero chegar bem focada’, explicou.

IZIANE: ‘ELA TEM QUE SE IMPOR’

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Com larga experiência na WNBA, Iziane já defendeu quatro equipes na liga norte-americana entre 2002 e 2011, quando deixou o Atlanta Dream. Em entrevista publicada pela GE.Net no último dia 8 de maio, ela aconselhou Damiris a se impor.

‘As americanas sabem que são as melhores. Então, elas acabam querendo passar por cima da gente que vêm de outro lugar. A Damiris tem que saber se impor, lembrar que ela está lá porque é boa, por méritos, porque ela tem basquete e é um talento’, disse.

Experiente, Iziane aposta no sucesso da compatriota nos Estados Unidos. ‘Ela tem todas as condições. Está indo jovem, tem muito o que aprender lá, jogar como elas jogam. Então, está em um momento bom para se adaptar e quem sabe ser uma grande jogadora da WNBA’, apostou a ala.

Antes de iniciar a empreitada na liga norte-americana de basquete, Damiris se prepara para os Jogos Olímpicos de Londres sob o comando do técnico Luiz Cláudio Tarallo, um velho conhecido. No Mundial Sub-19 em que a atleta se destacou, o treinador era o mesmo.

‘Como estou com o Tarallo há três anos, nós dois nos conhecemos bem. Ele me passa muita confiança e isso faz diferença dentro de quadra. Tenho a liberdade de chegar para perguntar e ao mesmo tempo ele pode me dar uma bronca para eu melhorar. Me sinto segura com o Tarallo e as outras meninas também, porque trabalhamos com ele na base’, disse.

O longo período de preparação para os Jogos Olímpicos e a presença de todas as atletas praticamente desde o começo da fase de treinamento são apontados como trunfos por Tarallo. Afinada com o discurso do treinador, Damiris também valoriza a oportunidade de trabalhar o entrosamento.

‘Treinando com a Érika, vou saber melhor como ela gosta que eu passe. Treinando com a Izi, posso exercitar meu corta-luz forte para ela’, exemplificou a jovem. ‘O entrosamento é muito importante para conseguirmos chegar bem a Londres’, completou Damiris.

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