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Na preparação para final, Brasil tenta manter o foco e evitar pressão

Técnico dinamarquês que comanda o grupo há quatro anos elogia desempenho e união. Mas alerta que é preciso evitar pressão

Por Da Redação - 21 Dec 2013, 10h58

Depois da seleção brasileira feminina de handebol conseguir a inédita classificação à decisão do Mundial contra a Sérvia que será disputada neste domingo, em Belgrado, a ordem dada pelo técnico dinamarquês Morten Soubak é manter o foco. “Esperamos muita pressão e já vimos isso antes no primeiro jogo contra a Sérvia, quando vencemos durante a primeira fase. Tenho certeza que haverá uma fantástica atmosfera para essa final. Estamos contentes de estar nela. Pela primeira vez na minha vida vi tantos espectadores para um Mundial feminino. É claro que vamos tentar fazer o máximo possível, mas sabemos que o jogo em Nis não foi nada do que esperaremos para o domingo”, disse, lembrando que na primeira fase o Brasil derrotou a Sérvia com placar apertado de 25 a 23.

A equipe feminina chega à final invicta, com uma campanha irretocável e triunfos sobre adversários considerados grandes potências da modalidade.

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“Estamos imensamente felizes. Mas, acima de tudo, orgulhosos desse jogo e de todo o campeonato. Para nós, já era uma grande coisa estar na semifinal e ainda mais na final. Esse é um grande passo para o handebol brasileiro. É sensacional termos uma equipe brasileira na final do Mundial. Ainda não estou acreditando”, disse o técnico, emocionado.

O dinamarquês, que comanda a seleção brasileira desde 2009, destacou o grande trabalho em equipe que tem sido feito. “Mais uma vez, dou parabéns para as meninas pela dedicação, disciplina e pelo apoio que dão umas às outras. Em alguns momentos não conseguimos fazer gols, mas conseguimos defender. A palavra chave foi se defender. Estamos melhorando muito nesse aspecto nos últimos anos”.

A central Ana Paula Rodrigues tem sido uma das jogadoras mais importantes em quadra durante a competição. Além de armar jogadas, marca gols e desestabiliza a defesa adversária. Para ela, a união do time fez a diferença na vitória com a Dinamarca, na sexta-feira, que garantiu a ida a final do campeonato. “Sabíamos que seria um jogo importante e que iria fazer muita diferença na nossa história. O Brasil não tem tanta tradição no handebol quanto muitos países aqui e tínhamos que conquistar isso pouco a pouco. Fizemos isso desde o começo até o final desse campeonato”.

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