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Na pré-temporada, Fabrício tenta conter obsessão por Libertadores

Por Da Redação 10 jan 2012, 07h05

O jogador contratado para ser o símbolo de um São Paulo aguerrido em 2012 pede calma em relação ao torneio que diretoria e torcida mais anseiam: a Libertadores. Ciente da pressão para que o clube volte à competição que não participa há dois anos, o volante recomenda foco, por enquanto, só na Copa do Brasil, que dá ao campeão uma vaga na disputa continental.

‘Vamos dar tempo ao tempo, né? Para chegarmos à Libertadores, temos que vencer a Copa do Brasil, então precisaremos ir com calma. É não pensar em Libertadores antes de jogar a Copa do Brasil. É o que faremos no primeiro semestre’, sentenciou o meio-campista, campeão da Copa do Brasil de 2002 e finalista da Libertadores de 2009 – e atuou na competição sul-americana também em 2003, 2008, 2010 e 2011.

O jogador tenta, já na pré-temporada, diminuir as cobranças que serão constantes no ano. Com passagem de cinco anos pelo Corinthians, Fabrício sabe que a exposição no futebol paulista é superior à que conviveu nas quatro temporadas em que esteve no Cruzeiro. Por isso, adota o papel de liderança que os dirigentes tanto apontam nele para aconselhar mais paciência na busca por objetivos.’Aqui não é só futebol paulista, é para o Brasil todo. O eixo Rio-São Paulo é forte e tenho que usar essa estrutura a meu favor. As coisas positivas saem para todo o Brasil; as negativas, para o mundo todo’, falou, ciente de que, por estes fatores, passar três anos sem títulos é algo absurdo no Morumbi. A justificativa: as condições de trabalho.

‘Eu achava que aqui era bom, mas a estrutura é ótima. O trabalho é sério e impressiona. Você olha para o lado tem Rogério Ceni, Luis Fabiano, Denílson, Lucas, Casemiro, que tem muita qualidade. É satisfatório estar aqui em uma grande equipe’, celebrou, admitindo estar muito mais maduro do que quando chegou ao Corinthians, em 2001, e foi considerado deslumbrado.

‘Estou muito diferente, né? Já amadureci bastante. E estou com dois filhos. Quem tem filho sabe que as prioridades mudam. Tem hora certa para tudo’, explicou o atletas de 29 anos, alternando descontração demonstrada por sorrisos com olhares firmes para determinar a melhor forma de o grupo do Tricolor trabalhar sob pressão.

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