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Na mira de um bilhão de olhos

Dipa Karmakar, a primeira ginasta indiana a competir em uma Olimpíada, não vai ganhar nada, mas já é uma estrela

Por Monica Weinberg - 7 ago 2016, 20h44

Aos 22 anos, Dipa Karmakar, apelido Guddu, conquistou os holofotes indianos depois de conseguir uma vaga nos Jogos do Rio. Tornou-se a primeira ginasta de seu país a competir em uma Olimpíada. Mais do que isso: virou pop star. Uma pequena torcida gritava seu nome com entusiasmo enquanto a menina de 1,5 metro duelava, neste domingo, por uma vaga na final. Muita gente enviou por WhatsApp imagens de suas piruetas a parentes na Índia, em tempo real. A pequena Guddu ousou: fez sobre o cavalo o salto Yelena Produnova, de alta complexidade e risco, também conhecido como “o salto da morte”. A moça, que se desequilibrou feio no solo, falou ao site de VEJA sem deixar de abrir o sorriso largo com aparelho.

A estreia numa Olimpíada pesou? Durante o solo, mal ouvi a música. Nunca competi na frente de tanta gente. Olimpíada é outro patamar. E ainda tem o nervoso de saber que as melhores do mundo estão lá, olhando tudo o que você faz.

Há muita rivalidade? Na hora da competição, é guerra. Mas na Vila, não, é farra. 

Aproximou-se de quem? Simone Biles e Gabby Douglas (as grandes estrelas do time americano) foram ótimas. Antes de sair, me deram até boa sorte.

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Esperava uma medalha? Não, a medalha foi estar aqui. Estou aprendendo horrores só de ficar perto dessas estrelas.

O que sentiu ao derrapar para fora do tablado? Pensei: ‘Não deu’. Mas segui em frente. O negócio é manter o foco, a frieza. Nisso eu sou boa.

Mesmo fora da competição, vai ficar no Rio? Vou. Adorei o Rio. É uma festa.  

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