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Na Fifa, preocupação com entrega do Itaquerão só cresce

<p>Entidade já foi avisada de que arena de SP será entregue inacabada, diz jornal. Mas governo e o COL se dizem confiantes na realização da abertura sem falhas</p>

Por Da Redação Atualizado em 11 jan 2022, 20h27 - Publicado em 18 mar 2014, 14h30

O principal executivo do COL, Ricardo Trade, disse que os brasileiros são “bons em entregar no final”: “Acho que tudo vai ficar pronto”

A corrida para concluir o palco da abertura da Copa do Mundo foi o principal assunto de uma reunião do comitê organizador do torneio, nesta terça-feira, em Zurique (Suíça). Com menos de três meses para o jogo inaugural e muito trabalho a ser feito no canteiro de obras, o Itaquerão é cada vez mais um foco de preocupação para a Fifa. Enquanto os cartolas se reuniam na sede da Fifa, as dúvidas em torno do cumprimento dos prazos crescia na sede paulista do Mundial. De acordo com informações publicadas na edição desta terça do jornal Folha de S. Paulo, a Fifa foi avisada de que o estádio estará incompleto quando for entregue à entidade para a Copa. Faltará, por exemplo, a instalação dos telões, serviço que nem mesmo foi contratado. Os espaços comerciais e camarotes não estarão com acabamento concluído no dia 15 de abril, quando o Corinthians se compromete a ceder o local à Fifa. O prazo apertado para a montagem das estruturas temporárias e a indefinição sobre quem vai bancar esses gastos também preocupam.

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Na reunião do comitê organizador, que reúne altos dirigentes da Fifa e representantes do Comitê Organizador Local (COL), o temor sobre o descumprimento dos prazos do Itaquerão foi discutido abertamente pelos cartolas. Acredita-se que a Fifa só poderá assumir o estádio para fazer os preparativos finais para a Copa em maio – a entidade esperava receber a arena no máximo até dezembro de 2013. Além da instalação das estruturas provisórias, preocupa também a colocação de todos os assentos, já que, sem o mapeamento completo de todos os setores de cadeiras, será impossível saber com exatidão quantos ingressos poderão ser vendidos para a abertura, por exemplo. O presidente da Uefa, Michel Platini, reconheceu abertamente essa preocupação ao sair do encontro. Para o Brasil, porém, ainda é possível realizar todos os jogos no Itaquerão sem grandes dificuldades, ainda que os prazos estejam bastante apertados. Os representantes do governo e do COL se disseram confiantes, mesmo reconhecendo que a situação não é confortável.

O principal executivo do COL, Ricardo Trade, disse que os brasileiros são “bons em entregar no final”. “Acho que tudo vai ficar pronto.” Ele reconheceu que ainda há uma indefinição sobre quem pagará a instalação das estruturas temporárias, já que Estado e município garantem que não colocarão dinheiro na empreitada e o Corinthians já mudou de posição algumas vezes – Andrés Sanchez, o responsável pela obra, já disse que o clube responderá pelos gastos, mas em outras ocasiões afirmou que isso só acontecerá com o apoio da iniciativa privada. Também nesta terça, em visita a Londres, o ministro Aldo Rebelo tentou mostrar confiança na conclusão de todas as obras a tempo. “Acho que não vamos ter esse caos que muitos prenunciam”, disse, em entrevista coletiva concedida na embaixada brasileira na capital britânica. “Estamos bastante seguros que os estádios estarão prontos a tempo”, insistiu o ministro do Esporte. O Itaquerão é um dos três estádios da Copa que ainda não foram entregues. Além da abertura, a arena do Corinthians receberá mais cinco jogos, incluindo uma das semifinais do torneio.

(Com Estadão Conteúdo e agência EFE)

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