Na despedida, chance de acertar contas com a Holanda

Por Da Redação - 12 jul 2014, 11h20

A Holanda nunca foi campeã mundial, mas carrega um título que poucas seleções podem se orgulhar de ter: o de adversário à altura da seleção brasileira em confrontos diretos. Há um enorme equilíbrio no retrospecto histórico do confronto, e a disputa de terceiro lugar da Copa do Mundo, neste sábado, no Estádio Nacional Mané Garrincha, em Brasília, pode servir para a equipe da casa melhorar seus números no duelo. Só não dá para tratar a partida como a revanche pela eliminação brasileira no encontro anterior em Copas, em 2010, na África do Sul – afinal, naquela ocasião o Brasil foi eliminado da briga pelo título, nas quartas de final, de virada, por 2 a 1. Conquistar o bronze neste sábado não equivale à eliminação prematura na competição, é claro. A derrota sofrida para os holandeses há quatro anos, em Port Elizabeth, é uma das duas sofridas pelo Brasil em Mundiais. A seleção também caiu diante da equipe laranja há quarenta anos: 2 a 0, em Dortmund, na segunda fase da Copa da Alemanha-1974.

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Os brasileiros também tiraram os holandeses da briga pela taça em duas ocasiões: nas quartas de 1994 (vitória por 3 a 2, em Dallas) e nas semis de 1998 (triunfo nos pênaltis depois de empate por 1 a 1 em Marselha). Nesses confrontos, a Holanda tem sete gols marcados e cinco sofridos, além da vantagem no número de vitórias – como a classificação em 1998 veio só nas penalidades, o resultado que fica para o histórico do confronto é de empate. Assim, a Holanda tem mais vitórias que o Brasil nos duelos em Copas. Incluindo os amistosos, os números das rivais ficam idênticos. O retrospecto geral do confronto é absolutamente equilibrado: onze partidas, com três vitórias para cada lado e cinco empates. Cada seleção marcou quinze gols. Apesar da irritação da torcida da casa com a goleada para os alemães e do fato de pouca gente dar grande importância ao bronze nesta Copa, a partida deste sábado pode servir também para afastar mais um incômodo título da seleção brasileira – o de freguesa de uma equipe que representa um país pequeno e de poucos títulos, apesar da riquíssima tradição futebolística.

(Giancarlo Lepiani)

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