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Na China, ex-time de Drogba perde título por jogo fraudado

Shanghai Shenhua foi uma das equipes envolvidas em escândalo de corrupção

Além das punições aos clubes, 33 pessoas, entre jogadores e dirigentes, foram condenadas e banidas para sempre do futebol

Depois de ficar conhecido por duas contratações bombásticas, dos atacantes Didier Drogba e Nicolas Anelka, o Shanghai Shenhua agora é destaque no mundo inteiro por outro motivo. A equipe – que já perdeu tanto o marfinense como o francês, ambos por causa de atrasos nos salários – foi uma das envolvidas no escândalo internacional de manipulação de resultados revelado neste mês pela Europol. Punido pela liga chinesa, o time perderá o título do campeonato nacional de 2003. A comprovação de que a equipe foi a principal articuladora do esquema de manipulação de resultados na China não trouxe danos apenas para a galeria de títulos do clube. A Associação Chinesa de Futebol multou o Shanghai em 120.000 euros (o equivalente a 313.000 reais) e tirou seis pontos da equipe para a próxima temporada.

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O clube, porém, não foi o único a ser punido. O Yanbian FC e o Tianjin Teda também sofreram sanções, ainda que menos rigorosas. O primeiro foi multado no mesmo valor que o Shenhua, enquanto o segundo terá de pagar 60.000 euros (cerca de 156.000) reais e disputar a próxima temporada com três pontos a menos. Além disso, 33 pessoas, entre jogadores e dirigentes, foram condenadas e banidas para sempre do futebol. Entre eles, quatro atletas já tiveram passagem pela seleção chinesa. O principal nome é Xu Hong, ex-defensor da seleção que estava trabalhando como técnico, comandando o Dalian Aerbin. A investigação da Europol revelou a existência de uma extensa rede de corrupção no futebol, baseada na manipulação de resultados dos jogos de acordo com interesses de apostadores.

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Entre os casos suspeitos estão partidas da Liga dos Campeões e das eliminatórias para a Eurocopa de 2012 e a Copa do Mundo de 2014. O esquema rendeu um lucro estimado em 8 milhões de euros (cerca de 21 milhões de reais) aos envolvidos. O montante total destinado ao suborno de árbitros, jogadores e outros envolvidos nas manipulações chega a 2 milhões de euros. A propina mais cara, cujo destinatário não foi revelado, foi de nada menos que 140.000 euros. A investigação durou um ano e meio. Nesse período, os agentes da Europol investigaram 700 jogos, além da atuação de 425 jogadores, dirigentes e torcedores suspeitos de envolvimento na rede de manipulação. “Ficou provada a prática de combinação de resultados em 150 casos”, disse Wainwright. Dezenas de pessoas foram presas.

(Com agência Gazeta Press)