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Na Alemanha, Mano aposta em futebol tático e também fracassa

Ao assumir a seleção brasileira, Mano Menezes era esperança de ressuscitar o futebol rebuscado do país cinco vezes campeão mundial que vinha afetado pelas críticas do fracasso da Copa do Mundo-2010. No primeiro amistoso com a nova comissão técnica, jovens badalados como Neymar e Ganso brilharam na vitória contra os Estados Unidos, com o time no ofensivo esquema 4-3-3. Tudo parecia certo na preparação até o Mundial de 2014. Mas tropeços pelo caminho fazem o Brasil ensaiar rapidamente uma mudança de filosofia.

No primeiro ano de trabalho, Mano Menezes viu os garotos sentirem jogos contra grandes adversários – como Argentina e França. Além disso, houve o fracasso no primeiro torneio oficial, a Copa América. Assim, no amistoso desta quarta-feira contra a Alemanha, o treinador já apostou em uma formação mais defensiva (no 4-4-2), que priorizou o contra-ataque.

‘No aspecto coletivo, visivelmente tivemos uma disposição tática para barrar os pontos fortes da outra equipe (a Alemanha)’, confessou o comandante brasileiro ao analisar a postura brasileira no confronto disputado em Stuttgart.

Para barrar a velocidade ofensiva dos alemães pelos lados do campo, Mano Menezes abriu mão do talentoso Paulo Henrique Ganso e escalou Fernandinho, do Shakhtar Donetsk, que tinha como uma das missões fechar o lado direito da defesa.

‘Eu atuei em uma posição diferente do Ganso, mais pela direita. Nós fizemos duas linhas de quatro. Acho que foi uma boa partida, fiz o que o Mano pediu. Procurei ser eficiente’, comentou Fernandinho.

Independentemente do esquema de jogo, a falta de bons resultados claramente abalada a confiança do grupo da seleção. ‘É difícil, vontade não falta, todos estão se doando ao máximo, dá para vencer. Não falta nada de ninguém. Agora temos que trabalhar, as cobranças serão maiores a partir de agora. Temos de vencer e dar continuidade’, decretou o volante Ramires.

Por enquanto, Mano Menezes segue prestigiado no comando da seleção brasileira. Ele já recebeu o apoio do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira. Mesmo sem grande experiência no time verde-amarelo, Fernandinho também confia em uma reviravolta.

‘Qualquer time do futebol mundial é movido pelo resultado. O Brasil também tem que mostrar bom futebol e isso se torna mais difícil. Mas estamos no caminho certo. Até chegar 2014, nós teremos muitas batalhas e dificuldades. O Brasil estará pronto para a Copa’, avisou o meio-campista.