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Murilo e Jaque se entristecem com retirada de patrocínio da Cimed

Por Da Redação 21 abr 2012, 05h01

A decisão da Cimed de retirar o patrocínio do time de vôlei que mantinha com o seu nome em Florianópolis causou lamentações entre os principais atletas da modalidade. Sem o dinheiro do grupo farmacêutico, a equipe tetracampeã da Superliga masculina pode acabar se não encontrar outra forma de financiar suas atividades.

O time da Cimed foi criado em 2005 e logo passou a fazer parte da elite do vôlei nacional, com a conquista da Superliga em seu ano de estreia e do tricampeonato consecutivo nas temporadas 2007/2008, 2008/2009 e 2009/2010. Nas últimas duas edições do torneio nacional, a equipe caiu nas quartas de final e viu a SKY retirar seu patrocínio do projeto.

‘É uma coisa triste, difícil de entender que uma empresa abandone o projeto depois de tanta coisa. Criou o vínculo com a torcida e a cidade de Florianópolis.Vamos esperar que alguma empresa se solidarize e resgate o time’, afirmou o ponteiro Murilo, do Sesi, que lamentou o modelo vigente da criação de equipes de vôlei. ‘O patrocinador cria e depois destrói’.

O atleta do Sesi acompanhou o processo com ainda mais pesar, porque seu irmão mais velho Gustavo defendeu a equipe catarinense na última temporada. O já experiente central tem patrocínio pessoal da SKY, assim como Giba e Bruninho, e tentou fazer com que a empresa não retirasse o apoio à equipe.A também ponteira Jaqueline, esposa de Murilo, já viveu situação parecida com a dos jogadores da equipe catarinense. Após o vice-campeonato da Superliga na temporada 2008/2009, a Finasa retirou o apoio com que mantinha o time de Osasco, que chegou a ter sua existência ameaçada.

O projeto continuou quando a multinacional Nestlé aceitou arcar com os custos da equipe, hoje batizada de Sollys/Nestlé. Mantendo a estrutura e suas principais jogadoras, o time da Grande São Paulo chegou à final da Superliga nas três temporadas seguintes, ficando com o título em duas ocasiões.

‘Eu passei por isso, sei do trauma que é até para os jogadores que já tinham suas famílias e casas lá. Saber que um patrocinador tão grande deixou uma equipe como a Cimed é uma tristeza para todos os jogadores e para o vôlei. Espero que eles repensem tudo isso’, disse a jogadora da Seleção.

Nas mídias sociais, outros atletas também se manifestaram contra a decisão do grupo farmacêutico. O levantador Bruninho, que integra a equipe catarinense desde sua primeira temporada, usou o Twitter para reclamar contra o abandono do projeto.

‘O vôlei em Florianópolis não pode acabar! Cinco títulos nacionais nos últimos dez anos! Uma das capitais do voleibol brasileiro’, escreveu o filho de Bernardinho. &emsp

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