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Muricy celebra perda da individualidade e atuação coletiva do Santos

Por Da Redação 15 abr 2012, 19h26

As jogadas de efeito e os dribles de tirar o fôlego até mesmo dos adversários sempre marcaram a história do Santos. O chamado ‘Futebol Arte’ foi reforçado insistentemente durante as comemorações do centenário do clube e ganharam ainda mais força com o surgimento de Neymar e Paulo Henrique Ganso nos profissionais da equipe.

A presença da dupla no Peixe vem infernizando a vida dos adversários nas últimas temporadas e trouxe novamente para o torcedor a alegria demonstrada pelos jovens jogadores formados ao longo da história do clube. Entretanto, a individualidade dos atletas nem sempre foi exaltada pelos treinadores que passaram pela equipe e precisou de um acompanhamento especial de Muricy Ramalho neste ano.

Insatisfeito com o excesso de jogadas desperdiçadas pela falta de coletividade da equipe, a atual comissão técnica fez um trabalho visando à mudança de postura das jovens revelações do Peixe e conseguiram explorar uma característica a mais do grupo de atletas. O clube passou a trocar mais passes no meio-campo e beneficiar o jogo coletivo, levando o clube a conquistar resultados ainda mais elásticos do que os apresentados anteriormente.

‘Eles precisam tomar a noção do que é um time. A gente está ponde na cabeça deles isso. Um exemplo disso foi o jogo contra o Inter, na Vila Belmiro, que eu considero o melhor do Santos no ano. Não deixamos o time deles jogar, dobramos a marcação, como se faz no basquete. São coisas que eles precisam aprender com o tempo’, avaliou Muricy após a acachapante goleada sobre o Catanduvense, por 5 a 0, neste domingo.

Para o treinador, a goleada na última rodada da primeira fase do Campeonato Paulista se deve ao fato do time ter adquirido o tão procurado comportamento coletivo dentro de campo. Com a manutenção da nova postura na equipe, o comandante alvinegro espera manter um diferencial no clube, que segundo ele, fará o time se sobressair aos demais no futebol nacional.

‘A gente está tentando mudar o pensamento de jogar, porque os atletas brasileiros pensam muito no individual. Eles têm que ter a noção de que precisam marcar e pressionar quando ficam sem a bola. Agora eles tocam mais e dão chances para os outros marcarem gols. Além disso, todos ficam contentes com quem balança as redes, como aconteceu hoje com o Neymar e o Borges. Isso tudo é trabalho e convivência no clube. É o papel que a comissão técnica precisa ter dentro de uma equipe’, completou o treinador.

Com a vitória deste domingo, o Santos manteve a terceira colocação no Campeonato Paulista, determinando o confronto das oitavas de final contra o Mogi Mirim. As duas equipes duelarão no próximo fim de semana, buscando a classificação à próxima fase da competição.

No entanto, o Peixe terá que voltar a campo antes. A equipe precisa medir forças com o The Strongest, da Bolívia, na próxima quinta-feira, para manter a liderança do Grupo 1 da Copa Libertadores e levar vantagem sobre os demais adversários na sequência do torneio continental.

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