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Murer retorna ao Brasil após três meses e cobra churrasco do pai

Fabiana Murer saltou do avião para o solo brasileiro na manhã desta segunda-feira depois de três meses no exterior. Campeã do mundo no salto com vara em Daegu, ela foi recebida em Guarulhos por familiares e não deixou de cobrar o que ouviu no dia em que ultrapassou o sarrafo a 4,85m (igualando seu recorde sul-americano) e se tornou a primeira medalhista de ouro do Brasil em campeonatos mundiais.

‘Assim que ela ganhou a prova (em 30 de agosto), ligou dizendo que queria churrasco, e eu disse que ia fazer’, conta o orgulhoso pai, Vanderlei, ao lado da mulher, Neusa, e da filha mais nova, Flávia. ‘Minha esposa foi levar as carnes na chácara (em Jaguariúna) ontem – a carne de que a Fabiana mais gosta é frango, mas vai ter fraldinha também. Só que hoje, quando fui pegar o carro para vir para cá, o pneu estava murcho. Trocar pneu às 3h30 da manhã? Não dá. Peguei o carro mais velhinho e vim’, brinca.

Antes do desejo culinário, Murer, porém, pôde matar um pouco da saudade de seus parentes logo no saguão do aeroporto. Mas foi pouco mesmo, já que havia tempo que eles não se viam.

‘Agora vou descansar uma semana, curtir minha família, comer esse churrasco, que estou com vontade (risos), e depois voltar aos treinos. É bom estar de volta, porque foi um período bem longo e cansativo de competições, mas é muito bom também voltar com a medalha de ouro do Mundial’, diz Murer, ainda zonza pelas mudanças de fuso horário – depois de competir na Coreia do Sul, ela viajou a Zurique e ficou com o terceiro lugar na etapa local da Diamond League.

O período sem treinos não significará verdadeiro descanso. A partir de segunda-feira, a agenda da atleta está cheia. Entre os compromissos, uma homenagem do clube (BM&F Bovespa), na terça, e um provável encontro com a presidente da República, Dilma Roussef, em Brasília.

Assim que passar o momento de euforia pelo inédito ouro mundial, Murer se voltará para a disputa dos Jogos Pan-americanos de Guadalajara. Ela segue trabalhando no Brasil e viaja para o México dias antes da prova, provavelmente em 21 de outubro. Como se trata de sua última competição na temporada, a ideia do técnico Elson Miranda é não forçar a barra nos treinos.

‘Ela está muito cansada, o ano foi muito desgastante, está fora do Brasil há três meses. Vamos fazer uma preparação de manutenção até o Pan. É longe, então não dá para manter a mesma condição física com a qual ela vinha anteriormente’, conclui seu treinador e também marido.