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Multa para nadador americano abre divergência entre MP e Justiça

Promotora quer valores mais altos que R$ 35.000 e prestação de serviços comunitários de James Feigen, que mentiu para a polícia

Por Thiago Prado 19 ago 2016, 13h55

A polêmica envolvendo os nadadores americanos que mentiram para a polícia ganhou um novo capítulo esta manhã. A promotora Claudia Turner não gostou do acordo feito nesta madrugada entre o atleta James Feigen e a juíza Tula Corrêa de Melo que estipulou em 35.000 reais a multa por ele ter inventado um assalto no Rio de Janeiro.

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Desde o início das negociações para a transação penal (quando o réu declara-se culpado para ter uma pena mais branda), o MP teve uma postura dura. Para não denunciar Feigen por falsa comunicação de crime, inicialmente, propôs uma multa de 350.000 reais. Depois, aceitou reduzir o valor para 100.000 reais e, por fim, topou o pagamento de 35.000 reais desde que houvesse também algum tipo de prestação de serviços à comunidade. No entanto, a decisão de Corrêa de Melo na madrugada de ontem prevê apenas a multa, sem qualquer prestação de serviços.

Feigen é o único dos americanos envolvidos no caso que ainda permanece no Brasil aguardando a liberação do seu passaporte. O 12 vezes medalhista olímpico Ryan Lochte, o mais famoso do grupo de baderneiros, já havia deixado o Brasil quando a polícia começou a desconfiar da história. Gunnar Bentz e Jack Conger receberam de volta os seus passaportes, que haviam sido apreendidos, após prestarem depoimento admitindo a farsa e já retornaram aos EUA em um voo do Rio a Miami.

 

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