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Mulheres são responsáveis por 3/4 das medalhas de ouro do Brasil em Tóquio

Após conquistar o título na maratona, Ana Marcela Cunha exaltou a força feminina no Time Brasil; novo pódio pode vir com Beatriz Ferreira no boxe

Por Luiz Felipe Castro Atualizado em 4 ago 2021, 09h26 - Publicado em 4 ago 2021, 08h31

“A mulher pode ser o que ela quiser, onde quiser, na hora que quiser. O que a gente vem recebendo de ajuda e igualdade representa muito e faz diferença nas medalhas do Brasil”, afirmou Ana Marcela Cunha, a mais nova campeã olímpica brasileira, logo após subir no pódio da maratona aquática dos Jogos de Tóquio na noite de terça-feira, 4. Na Olimpíada em que a igualdade de gênero virou uma bandeira do Comitê Olímpico Internacional (COI), com homens e mulheres como porta-bandeiras na abertura e equilíbrio no número de atletas classificados (48,8% são da ala feminina) são as mulheres que vêm garantindo a subida do Brasil no quadro de medalhas.

Três dos quatro ouros do Brasil (75%) até o momento foram para mulheres: Ana Marcela, na maratona, Rebeca Andrade na ginástica e a dupla de velejadoras Martine Grael e Kahena Kunze. O único título masculino foi o de Ítalo Ferreira, no surfe. A ala feminina também venceu quase metade (7 das 15 medalhas) brasileiras no geral e ainda vai melhorar o resultado, pois Beatriz Ferreira, do boxe, já tem pódio garantido, com grandes chances de título.

  • EVE2210. TOKIO, 31/07/2021.- Laura Pigossi (i) y Luisa Stefani de Brasil se dan ánimos contra Veronika Kudermetova y Elena Vesnina del Comité Olímpico Ruso (ROC) durante el partido por la medalla de bronce de dobles femeninos de tenis en los Juegos Olímpicos 2020, este sábado en el Parque de Tenis de Ariake en Tokio (Japón). EFE/Kai Försterling
    Laura Pigossi e Luisa Stefani: surpresa no tênis Kai Försterling/EFE

    As mulheres também foram responsáveis por algumas das mais emocionantes histórias do Brasil nos Jogos, como a medalha de prata de Rayssa Leal, de 13 anos, no skate, e a surpreendente conquista do bronze das tenistas Luisa Stefani e Laura Pigossi. A dupla que se inspirou em Guga Kuerten hoje espera ajudar a atrair novas garotas para a modalidade. “Acreditem meninas, acreditem, sempre. Sonhem e trabalhem duro cada dia que vocês podem conquistar, esse é meu recado”, disse Luisa. 

    “Hoje, no esporte existe uma meritocracia das coisas. As mulheres estão vindo com tudo”, completou Ana Marcela, exaltando ações do Comitê Olímpico do Brasil (COB). De fato, houve grande avanço. Em Tóquio, 47% da delegação brasileira é formada por mulheres. Na edição anterior dos Jogos na capital japonesa, em 1964, havia apenas uma representante entre 67 homens, Aida dos Santos, quarta colocada no salto em altura.

    A pioneira do país nos Jogos foi a nadadora Maria Lenk, nos Jogos de Los Angeles, em 1932, 12 anos depois da estreia dos homens na Antuérpia. As primeiras medalhas vieram apenas em Atlanta-1996, com o outo de Jacqueline Silva e Sandra Pires e a prata para Mônica Rodrigues e Adriana Samuel, no vôlei de praia. Felizmente, as proporções mudaram, para o bem fundamental do esporte nacional e da igualdade de gêneros. 

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