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Muito sexo, pouca bebida: a tônica dos Jogos de Sochi

Atleta americana revela qual a distração favorita dos atletas dentro da Vila Olímpica: o sexo. Do lado de fora, o clima anda bem morno – talvez em razão da proibição da venda de álcool dentro das arenas

Por Alexandre Salvador 13 fev 2014, 07h33

O sexo fácil entre os atletas olímpicos talvez seja uma das tradições mais antigas dos Jogos – não à toa, a organização em Sochi reservou 100.000 camisinhas para eles, média de 35 por atleta

Deixar mensagens na caixa postal ou fazer visitas inesperadas ao quarto de um colega são coisas do passado. Questionada sobre qual a forma preferida de paquera dentro da Vila Olímpica, a snowboarder americana Jamie Anderson revelou qual é a estratégia favorita dos atletas nessa competição paralela aos Jogos de Sochi. “O Tinder. Dentro da Vila, a coisa está em outro nível. São todos os atletas, é hilário.” Para quem não conhece, o Tinder é um aplicativo disponível para smartphones que localiza perfis do Facebook num raio de 100 quilômetros dispostos a se envolver, nem que seja por uma só noite.

Mas a declaração de Jamie vem com nenhuma surpresa. O sexo fácil entre os atletas olímpicos talvez seja uma das tradições mais antigas dos Jogos – não à toa, a organização dos Jogos de Sochi reservou uma cota de 100.000 camisinhas para os visitantes ilustres, o que dá uma média de 35 preservativos por atleta. Era de se esperar outra coisa? Jogam num caldeirão uma boa pitada de tensão pela competição, um punhado de corpos sensuais, no pico da forma física e deixam tudo ali curtindo num ambiente hermeticamente fechado. Não precisa nem por álcool na mistura.

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Da porta da vila dos atletas para fora, porém, a conversa é bem diferente. O clima é bem menos efervescente, por assim dizer. E tem gente colocando a culpa na falta de bebidas alcoólicas no Parque Olímpico. Existe uma lei federal russa que impede a venda de bebidas alcoólicas dentro de arenas esportivas, e uma regra local recente restringiu sua comercialização num raio de 50 metros dos estádios. Cerveja, lá dentro, só na versão sem álcool – ou dentro do cercadinho aquecido dedicado à família olímpica (leia-se convidados de honra do Comitê Olímpico Internacional, autoridades e papagaios de pirata em geral). Vodca, a mais tradicional bebida russa, nem pensar.

A preocupação com o consumo de álcool vai além do esporte na Rússia – afinal, o país é o quarto no ranking das nações mais beberronas per capita (atrás apenas da Moldávia, República Checa e Hungria), de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Mas os organizadores também estão claramente tentando evitar cenas parecidas com as dos Jogos de Vancouver, há quatro anos, onde a bebedeira bateu todos os recordes mundiais. Na Olimpíada de Londres, o consumo de bebidas dentro dos estádios era permitido, mas as garrafas de cerveja eram feitas de plástico – uma delas, aliás, quase fez história ao ser arremessada na direção dos atletas segundos antes da largada da prova dos 100 metros rasos por um fã inebriado.

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