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Muhammad Ali, 70 anos de lutas dentro e fora dos ringues

Por Por Jim SLATER - 13 jan 2012, 18h58

A lenda viva do boxe Mohammad Ali, que completa 70 anos nesta terça-feira, perdeu seu vigor físico por sofrer do Mal de Parkinson, mas seu carisma permanece intacto e ele continua sendo considerado “The greatest”, o maior pugilista de todos os tempos.

Neste sábado, o ex-pugilista comemora seu aniversário em família na sua cidade natal de Louisville, no Kentucky, onde um jantar será organizado em sua honra no Centro Cultural Mohammad Ali, que lançará na ocasião uma série de homenagens previstas para a próxima semana, sobre o tema “Seven Days for Seven Decades” (sete dias para sete décadas).

“É um evento importante, porque Ali é um ícone mundial que tocou milhões de pessoas”, afirma Jeanie Kahnke, porta-voz do museu.

“Sua coragem, sua gentileza e seu carisma são inspiradores. Ele tem um contato especial com as pessoas. Até adultos chegam a chorar quando encontram com ele”, completou.

Nascido no dia 17 de janeiro de 1942 com o nome de Cassius Clay, passou a se chamar Mohammad Ali em 1964, quando se converteu ao Islã.

Mestre em provocações, Ali desestabilizava seus adversários antes das lutas com suas declarações, às vezes poéticas, sempre polêmicas.

Na sua carreira, obteve 56 vitória em 61 lutas, 37 por nocaute, algumas inesquecíveis como o ‘rumble in the jungle’, triunfo sobre George Foreman no dia 30 de outubro de 1974 em Kinshasa, no Zaire (hoje República Democrática do Congo).

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Ali também marcou a história fora dos ringues ao lutar abertamente contra o racismo, inspirando milhares de negros que estavam combatendo por seus direitos nos anos 60.

Em 1967, ele se negou a lutar na guerra do Vietnã, uma decisão que o levou a perder o título mundial e a ser suspenso por três anos, mas que teve um impacto enorme na visão dos americanos sobre o conflito.

Mais de trinta anos após a última luta, sua coragem e seu poder de fogo dentro do ringue e sua irreverência e posições políticas o consagraram como um verdadeiro mito da história contemporânea dos Estados Unidos.

Uma vez encerrada sua carreira, Ali envolveu-se em inúmeras causas humanitárias e recebeu em 2005 a medalha da Liberdade (Medal of Freedom), a mais alta condecoração dos Estados Unidos.

Em 1996, comoveu um mundo ao acender a pira olímpica com os braços tremendo por causa do Mal de Parkinson na abertura das Olimpíadas de Atlanta.

Em novembro do ano passado, Ali compareceu ao velório de Joe Frazier, um dos seus maiores rivais, o primeiro a derrotá-lo após um confronto épico considerado por muitos a ‘luta do século’.

Hoje em dia, o ex-pugilista não tem mais a habilidade de flutuar como uma borboleta e picar como uma abelha (“Float like a butterfly, sting like a bee”), uma das suas frases mais famosas, mas continua sendo reverenciado como uma lenda viva.

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